Coluna de Dilma Rousseff

Conversa com a presidenta
03 de Dezembro de 2013 às 09:51

Presidenta, qual foi a novidade que a senhora anunciou nesta semana para o Programa Ciência sem Fronteiras? (*)

Presidenta Dilma – Nós já atingimos uma marca extraordinária do Ciência sem Fronteiras: em dois anos, concedemos 60 mil bolsas para jovens brasileiros estudarem nas melhores universidades do mundo. Agora demos um novo passo e, a partir desta semana, o Programa Ciência sem Fronteiras começa a oferecer bolsas de estudo no exterior também para o mestrado profissional. São aqueles cursos de até dois anos que oferecem uma formação especializada, voltada para o mercado de trabalho. É um curso perfeito para quem já concluiu o ensino superior e precisa desenvolver ou aperfeiçoar seu conhecimento para aplicá-lo no seu trabalho. O Brasil precisa desse tipo de profissional para que a ciência desenvolvida nas universidades e nos centros de pesquisa seja transformada e rapidamente aplicada, melhorando nossos produtos e serviços, gerando mais tecnologia e mais riqueza para o nosso país. Por isso, começamos oferecendo bolsas de estudo para o mestrado profissional nas melhores universidades dos Estados Unidos, como Harvard, Columbia, MIT, Illinois, Stanford, Carnegie Mellon e Yale, só para citar alguns exemplos. Quero ressaltar que essas bolsas são para as mesmas áreas prioritárias do Ciência sem Fronteiras, Engenharia, Ciências Exatas, Matemática, Química, Física, Biologia, Ciências Médicas, Ciências da Computação, Ciências da Área de Energia e Ciências da Natureza. Tenho certeza que essa nova modalidade de bolsa do Ciência sem Fronteiras vai ajudar a dar um salto na formação profissional e tecnológica dos trabalhadores nas nossas empresas. Das 60 mil bolsas concedidas até agora, 48 mil foram para estudantes da graduação, que fazem uma parte do seu curso no exterior e, depois, voltam para concluir o curso na faculdade aqui no Brasil. Essa experiência no exterior está enriquecendo muito a formação desses jovens, que têm acesso às últimas novidades em suas áreas de conhecimento. Tenho certeza de que, com a nossa meta de oferecer 101 mil bolsas até o final do ano que vem – 75 mil oferecidas pelo governo federal e 26 mil pelas empresas – vamos acelerar o nosso passo rumo à economia do conhecimento. Até o momento, 14.600 estudantes da graduação já terminaram os estudos no exterior e voltaram para o Brasil para continuar o curso superior. Eles voltam muito satisfeitos, trazendo na bagagem o conhecimento que adquiriram e a experiência fantástica de ter convivido com outras culturas.
E é bom lembrar que o programa está com seleção aberta para alunos de graduação em vinte países: Estados Unidos, Alemanha, França, Japão, China, Coreia do Sul, Canadá, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Áustria, Noruega, Suécia, Finlândia, Holanda, Bélgica, Itália, Espanha, Hungria e Irlanda. Esta é uma grande chamada e é preciso ficar atento porque as inscrições terminam na sexta-feira, dia 6 de dezembro. Só lembrando, para participar do Ciência sem Fronteiras, o estudante precisa ter feito, pelo menos, 600 pontos no Enem e ter um bom desempenho na universidade, pública ou privada, aqui no Brasil. O governo federal paga todos os custos da viagem, a mensalidade da universidade lá fora, o alojamento, alimentação e também um curso para quem precisa melhorar o conhecimento do idioma do país em que está cursando a universidade no exterior.
Antigamente, apenas os estudantes das famílias mais ricas tinham condições de estudar lá fora, no exterior. Agora, com o Ciência sem Fronteiras, abrimos essa oportunidade para todo mundo e o único critério que empregamos para escolher alguém é o do mérito. A única condição é ser um bom estudante. Temos estudantes brilhantes, esforçados, estudantes de muito valor, mas que não tinham condições de pagar um curso lá fora, um curso que pode significar uma mudança de vida para sempre. Agora, esses estudantes brasileiros podem realizar esse sonho. Outras informações podem ser encontradas no site www.cienciasemfronteiras.gov.br. Esse site tem tudo sobre o programa. Tenho certeza que o Ciência sem Fronteiras é o começo de uma grande transformação nas nossas universidades, nas nossas empresas, na produção científica e tecnológica de nosso país. E é parte do grande investimento que meu governo está comprometido a fazer na educação, e está fazendo para melhorar da creche ao pós-graduação em nosso país.

(*) Esta pergunta, que precede a Mensagem, foi formulada pela Secretaria de Imprensa para melhor entendimento do conteúdo. 

Fonte: Jornal das Missões

 Presidenta da República

Mais artigos de Dilma Rousseff