Coluna de Marcelo Blume

Não dê voz e vez ao medo!
20 de Outubro de 2015 às 08:55

O texto de hoje é motivado pela campanha de várias entidades empresariais que tem por slogan “Não de voz e vez ao medo”. A recém lançada campanha “Reage RS”, tem recebido a cada dia mais adesões e mostrando que muita gente está querendo mudar o rumo desta sequencia de resultados desastrosos. É preciso que a campanha se espalhe do sul para o restante do Brasil, pois estamos todos cansados de fatos deprimentes. O motivo principal das entidades que lançaram o movimento é reverter o quadro de sensação de insegurança da população, sobre os mais diferentes assuntos como saúde, segurança pública, impostos, política, estrutura e outros. É um convite para as pessoas voltarem a transitar nas ruas, a consumir e a investir com tranquilidade.

A ideia principal da campanha, é combater a percepção de que tudo está ruim e vai piorar. As entidades estão otimistas em reverter essa situação de extrema gravidade, quebrando esse “gatilho” de insegurança que é acionado a cada novo escândalo, nova tragédia, greves, demissões, enchentes, aumento de tarifas, etc. Precisamos de gente encorajada, entusiasmada movimentando as cidades, e o comércio para que possamos manter os negócios e manter os empregos. Embora o momento é de maior atenção e cuidado, é preciso conscientizar as pessoas que moram, trabalham, convivem conosco, que nos ouvem, que nos leem de que, se ficarem em casa, seguirem reduzindo tão drasticamente o consumo e os investimentos, as coisas realmente vão piorar. Sem o movimento no comércio os empregos vão reduzir em maior número na indústria e aumentar o impacto na economia já em grandes dificuldades.

Com tanta notícia ruim sobre a política, economia, corrupção, violência, tragédias climáticas, a tendência é que a desesperança e o medo generalizado, aumentem, ocasionando maior reclusão da população em suas casas e os consequentes impactos diretos no consumo. Concordo com Ralph Emerson na afirmação “O medo derrota mais pessoas que qualquer outra coisa no mundo.”, pois o medo que vivemos no momento é uma tragédia coletiva que paralisa corpos e mentes por todo o país.

É sabido que nos momentos de ameaças e dificuldades para alguns, aparecem oportunidades para os mais sábios. Todavia, temos que lembrar o que dizia Lucius Lactantius, conselheiro de Constantino I: “Onde o medo está presente, a sabedoria não consegue estar.”, pois as oportunidades ficarão mais difíceis de serem vistas, ofuscadas pelo medo generalizado e aí, as oportunidades aparecem para menos gente.

Fases de medo são comuns em nossa civilização e Platão já dizia “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro. A real tragédia da vida é quando os homens tem medo da luz.” Os economistas tem analisado que dificilmente vamos sofrer por mais três anos e meio. Claro que as soluções não estão claras por enquanto, mas isso não quer dizer que não existam. As soluções oportunidades estão escondidas em algum lugar entre 2016 e 2018, à espera da redução do medo, ou de alguma oportunidade, de algumas notícias positivas, pois tanto a política, quanto a economia costumam nos surpreender, lembrem-se disso.

A cada dificuldade que se apresenta precisamos lembrar que desistir é uma saída de fraqueza, enquanto persistir é a alternativa que os fortes escolhem!
Um abraço e até a próxima!
 

Marcelo Blume é Administrador, Especialista em Marketing e Mestre em Engenharia de Produção. Professor da UNIJUÍ e convidado em diversas IES. Sócio e consultor da Referenda Consultoria. Palestrante, pesquisador e escritor, com artigos e livros publicados.

Email: marcelo.blume@referenda.com.br

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