Coluna de Oscar Pinto Jung

O filho está bem
24 de Novembro de 2015 às 10:00

Quem me escreve é um bancário aposentado, residente na cidade de Rio Grande. É o Paulo.  Impossibilitados de gerar filhos, ele e a esposa adotaram menino recém nascido, que se tornou o foco central de suas vidas. Cercado de atenções e apoio nos estudos, o Christian concluiu o curso de Ciências Jurídicas e Sociais e se preparava para concursos. O casal se orgulhava do filho, de ótimo comportamento na sociedade rio-grandina. Até que a vida desmoronou para o casal: o Christian se acidentou no trânsito e voltou para a vida espiritual aos 23 anos. Inconformidade do casal, absoluta tristeza no lar. Levado por um amigo espírita, o Paulo buscou respostas confortadoras junto a uma médium de Porto Alegre.

Agora, o Paulo, que conheço pessoalmente, conta o resultado do que ouviu da sensitiva da capital:

- Posso dizer que foi a primeira vez que frequentei uma residência voltada ao lado espiritual. Minha formação sempre foi católica, desde a infância. Não que deixava de acreditar em tantos fatos que ocorrem em nossas vidas, com depoimentos mais que verdadeiros. Abro um parênteses para citar, como exemplo, um fato que marcou minha vida, contado pela minha mãe:

- Num dia de verão, na Praia do Cassino, minha mãe se dirigia para a praia junto com amigas, e surgiu pedalando na avenida o Dr.Fernando Osório, pessoa vastamente conhecida e relacionada na Zona Sul do Estado. Então, minha mãe teve uma visão nítida, surpreendente, do velório do Dr.Fernando. Comunicou às amigas a estranha visão de alguém que recém tinha passado por elas. Na manhã do outro dia, quando o padeiro deixava o pão na porta da nossa casa, minha mãe perguntou por que o trem estava apitando tão cedo. A casa do Dr.Fernando ficava situada defronte à estação ferroviária da Praia do Cassino. Mais que depressa, o padeiro informou o falecimento do Dr.Fernando Osório.

- Bem, na casa da médium, eu não sabia o que dizer nem como proceder. A médium começou a falar que estava vendo ao meu lado, o meu filho, acompanhado dos meus pais, da minha irmã, do meu irmão e dos meus sogros. O Christian relatou como se dera o acidente automobilístico, com absoluta precisão. O rapaz está bem em outro plano. Um fato que também me impressionou foi o depoimento da minha irmã, falecida em fevereiro deste ano. A Teresa deu o nome da nossa secretária doméstica, que mora em São José do Norte, e ressaltou o ótimo trabalho da nossa auxiliar. Entendi que o detalhe, totalmente desconhecido pela médium, é claro, serviu para comprovar a autenticidade da presença dos espíritos familiares.

Diante de tamanhas evidências, o Paulo, certamente, secará as lágrimas e tocará a vida com uma compreensão mais ampla do significado da nossa passagem terrena e que a verdadeira vida está no Plano Espiritual. Através de vidas sucessivas, cada um de nós vai resgatando débitos seculares e aparando as tantas arestas de nossa personalidade. Trata-se de batalha difícil, mas, enfim, é preciso dar o primeiro passo no sentido do nosso crescimento interior. Esperar tudo do Alto não dá, pois, como diz o ditado: “ajuda-te que o Céu te ajudará”.

A FRASE DO CHICO XAVIER
, curtida por José Carlos Sperling, residente no interior da Bahia: “Enquanto não trouxer Jesus no coração, o homem não saberá o que fazer de si mesmo”.
 

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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