Coluna de Oscar Pinto Jung

A grande consolaçao
22 de Dezembro de 2015 às 08:00

Quando alguém muito querido do nosso círculo familiar ou de amizade volta para o Plano Espiritual a tristeza é imensa porque a separação sempre é dolorosa. Mas é bom saber que a morte significa a destruição do corpo físico em razão da falência dos órgãos vitais, mas o corpo espiritual sobrevive ao sepultamento da matéria. Os espíritas e os espiritualistas dizem que houve uma desencarnação. Os rosacruzes e esotéricos falam em transição. Abandonamos o cenário terreno e ingressamos em outra dimensão. Instantaneamente. Sempre com o amparo de algum familiar ou de espíritos socorristas.

Os materialistas, é claro, discordam de qualquer dessas colocações. Outros segmentos religiosos também discordam. Todos têm explicações próprias. Todas respeitáveis e não vale a pena entrar em discussão. Mas todas as dúvidas que se tenha caem por terra quando dialogamos com alguém que passou daqui para o outro lado da vida. É a prova decisiva que faltava ao cético. Comigo foi assim. Tinha leitura de livros espíritas, mas algo dentro de mim vacilava para aceitar a realidade consoladora da continuação da vida. Assim também aconteceu com casal aqui residente. O casal enfrentou prova duríssima, a mais dura que se possa experimentar: a desencarnação de um filho jovem. No trágico acontecimento da boate Kiss. Como outros quatro jovens santo-angelenses.

Pai e mãe, bastante deprimidos, inconsoláveis,   queriam notícias do jovem desencarnado.  As notícias, no entanto, às vezes demoram para chegar. Podem levar meses, anos.  Há o aparecimento em sonhos, mas dos sonhos ficamos com vagas informações. E não conseguimos provar a ninguém que sonhamos mesmo com o familiar saudoso. Dia desses, o pai do moço de quem falo não apresentava a costumeira face de tristeza. Ao contrário, nenhuma tristeza no olhar. Qual o motivo da súbita transformação? Notícias tranquilizadoras do filho desencanado através da mediunidade de senhora residente em Porto Alegre. O José Antônio conta, com muito ânimo::

- Saímos de alma lavada. O espírito do filho revelou que  não sofreu nada, nenhuma dor, quando passou para o outro lado da vida na boate de Santa Maria. Ele está vivendo muito bem e nós concluímos que a vida além da sepultura é bem melhor do que a nossa por aqui, cheia de problemas. O interessante é que ele nos passou detalhe surpreendente, que o irmão dele seria pai. Quando voltamos a Santo Ângelo ninguém sabia de nada, mas  a boa notícia foi confirmada poucos dias depois! Bem, a médium não nos conhecia, nunca tinha ouvido qualquer informação sobre nós. Como não acreditar na autenticidade da comunicação?

Outros pais de jovens desencanados na boate Kiss também obtiveram notícias, boas notícias, junto a médiuns de Uberaba. Alguns só conseguiram mensagens depois de duas ou três viagens  à cidade mineira.  Enfim, a sobrevivência do espírito é a grande consolação para quem fica por aqui, aguardando a sua vez de viajar para o outro lado da vida. É o conhecimento que nos liberta dos equívocos e das lágrimas sem fim.

A FRASE DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ, psicografada pelo médium Chico Xavier, curtida por Nisiane Fernandes: “Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu”.
 

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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