Coluna de Oscar Pinto Jung

Criatura inventada?
05 de Julho de 2016 às 08:00

No meu desafio diário de palavras cruzadas encontrei dia desses o seguinte problema: “criatura inventada por crianças que pode ser benéfica ao seu desenvolvimento cognitivo”. Solução: “amigo imaginário”. Ocorre que o autor do problema desconhece que a criança não inventa amigo imaginário. O autor ignora que a criança até os sete anos está mais sintonizada com a vida espiritual do que com a vida material. Logo, a criança que fala com o “amigo imaginário” fala realmente com crianças desencarnadas, não está inventando nada. Médicos e psicólogos espiritualistas podem discorrer sobre o tema com fartura de exemplos.

Médiuns de respeito como Chico Xavier, Divaldo Franco e Hercílio Maes conversavam com amiguinhos desencarnados desde os três ou quatro anos. Menino americano recordava sua vida passada como piloto de caça em ilha japonesa. Alguns conservam na idade adulta a mediunidade ostensiva, outros terminam a comunicação aos sete anos. Só o Plano Espiritual tem o porquê do encerramento. Joseane Oliveira Araújo, aposentada da Receita Federal, filha do amigo José Alcebíades de Oliveira, é pessoa idônea como todo mundo reconhece. E a Joseane colabora com um caso concreto:

- Minha filha conversava e via amigos invisíveis aos meus olhos até exatamente os sete anos. E eram vários os amigos, que ela conhecia pelos nomes e pelas idades. Cansei de encontrá-la sentada no chão com um livro nas mãos lendo historinhas para os seus amigos que eu não via.

Outra pessoa idônea, sem necessidade de fantasiar, é o amigo e leitor Leo Roque Arnold, residente na Capital das Missões. Ele tem a contar o caso verídico de um sobrinho de dois anos (hoje tem 15), que dialogou durante uns seis meses, em intervalos semanais, com tio desencarnado que ele chamava de vô. O relato do Leo é bem convincente e ilustra o exposto acima:

- Depois de mais ou menos uns quatro meses do falecimento de um de meus irmãos, um sobrinho nosso de apenas dois anos começou a conversar efusivamente com alguém que sua mãe não costumava ver. Certo dia, depois de longo diálogo entre o menino e o seu “amigo imaginário”, a mãe da criança, intrigada, interveio e quis saber com quem ele estava conversando. E, prontamente, o menino respondeu:

- Com o vô e ele disse pra eu não brincá com fofro.

Tá se vendo que o menino gostava de brincar com fósforos. Acrescenta o Leo que “os diálogos cessaram quando meu irmão desencarnado falou para o menino que não voltaria mais e assim aconteceu”.

Acredito que muitos outros santo-angelenses têm histórias semelhantes pra contar. Os relatos da Joseane Oliveira Araújo e do Leo Roque Arnold são suficientes, no entanto, para demonstrar o equívoco do autor do problema de palavras cruzadas que não acredita na veracidade dos diálogos de crianças com amigos desencarnados. Um dia, ele chegará lá.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Túlio Nascimento: “Se eu não tivesse encontrado Jesus no Espiritismo eu não teria ficado”.
 

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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