Coluna de Oscar Pinto Jung

Lembrando o Walter Amaral
09 de Agosto de 2016 às 08:00

Em décadas passadas funcionava na esquina da Marechal Floriano com a Tiradentes a Drogaria Amaral, de Apparício Sebastião do Amaral, que também era Juiz de Paz e presidente da Associação Comercial. Numa sala da drogaria, o amigo Walter Amaral, filho do dono, exercitava a sensibilidade de que era possuidor, através da hipnose e da radiestesia. Bem mais tarde, fechada a drogaria, o Walter passou a dar atendimento na Farmácia São José, do Lindomar Cristani dos Santos, na esquina da Marechal com a 7 de Setembro. Nas horas vagas, o Walter preparava excelente tônico de óleo de capivara, que experimentei em duas vezes, com muito proveito.

Mas o Walter, desencarnado com bem mais de oitenta anos, em Santa Maria, onde morava por último com a irmã Clélia, vem à baila em razão do depoimento do Padre Hilário Dewes à imprensa de Porto Alegre. O padre Hilário, que sofria de persistente dor de cabeça, foi curado pelo santo-angelense, de modo inusitado, como nunca ouvira falar de que se pudesse obter cura do jeito que o sacerdote se livrou da enfermidade. Nascido em nossa região, hoje em atividade na Capital do Estado, o padre Hilário mostra gratidão ao Walter, quando explica tudo em poucas palavras:

- Todos os médicos que consultei me davam remédios e diziam que não tinha cura. Quando você sofre assim, você busca tudo. Então apareceu um irmão e me mandou no Walter Amaral, em Santo Ângelo. Era um homenzinho bem pequenino (bem assim!). Ele mandou eu entrar na frente de todos que estavam esperando, mandou eu deitar no chão e caminhou em cima de mim, um pouco. Fez uns dez minutos de hipnose comigo. E eu saí de lá sem dor de cabeça até hoje.

A professora Carmen Soares, que trabalhou muitos anos no Colégio Missões e agora reside em Brasília, é outra pessoa grata ao Walter Amaral. Como a gratidão é exceção em nosso planeta, cresce de importância o depoimento da Carmen, viúva do Amir Soares. Eis o que ela nos conta:

- O Walter também me salvou. Já estava marcada a minha cirurgia de amígdalas no Hospital Nossa Senhora de Lourdes. Minha mãe, antes, resolveu me levar para consultar com o sensitivo. Com o pêndulo ele alertou para o engano do diagnóstico. A apendicite estava para romper. Alertou-nos e sugeriu que solicitasse ao médico que apertasse no meu umbigo. Senti muita dor e então foi trocada a cirurgia.

Para quem não sabe, recordo que o pêndulo oscila em movimentos de vaivém e é usado por sensitivos para várias finalidades. Pode ser substituído por varetas de madeira. O médium Hercílio Maes, de Curitiba, usava o pêndulo para determinar receita homeopática que um ano depois produzia gravidez em mulheres incapazes de procriar. Dois casais da Capital das Missões recorreram ao Hercílio com sucesso. Com vareta de madeira foi descoberto poço de água subterrânea junto à sede da então FUNDAMES, na época da presidência do odontólogo Candido Colossal da Silva, o homem que não deixou a instituição morrer. É possível que o Walter retorne em próxima vida terrena para exercer a medicina, com diploma e tudo o mais que for necessário. Com pêndulo, com hipnose, com tudo que merecer.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Dauro Nascimento: “Se eu fosse alguém, se eu tivesse influência, repetiria para mim mesmo e para todos aquelas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: - Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
 

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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