Coluna de Oscar Pinto Jung

E as orquídeas voltaram a florir
23 de Agosto de 2016 às 08:00

Gosto de relatar episódios mediúnicos verídicos, inclusive dando nomes, em favor da conscientização de que o corpo físico desaparece (desencarna), mas o corpo espiritual continua mais vivo do que nunca em outra dimensão. A vida não cessa nunca, ensina o Espírito André Luiz. As experiências alheias consolam os inconsoláveis. Assim aconteceu, entre outros casos, com a advogada Luciana Hendges, muito abalada com a desencarnação de sua mãe. A Luciana me escreve:

- Estou lendo o teu livro Um Risco de Luz e me sinto muito bem. Me traz um melhor entendimento da vida e da morte, é claro. Ao ler cada história, cada relato, me proporciona paz e tranquilidade.

Também muito abalada com a desencarnação da mãe, Maria, que era massagista, a Alessandra Verri recebeu sinal de que a viúva do Antônio Carlos Verri não morreu. E nem o Burrinho, como era popularmente conhecido na cidade, como, aliás, ninguém morre. O relato da Alessandra merece reflexão:

- Aconteceu um episódio aqui em casa onze dias depois que a mãe faleceu. A mãe sempre gostou muito de orquídeas. Na verdade, ela amava e cultivava orquídeas. Antes de ir para o hospital pela derradeira vez, ela providenciou em mudas da flor. No entanto, em virtude das nossas correrias para o hospital, faltaram cuidados para as plantas. Com a falta de água e muito sol as mudas de orquídeas secaram. Quando a mãe faleceu, dez dias depois, à noite, rezei muito e pedi um sinal dela. Um sinal de que ela estivesse bem, eu precisava de um sinal, para que eu também estivesse bem. No outro dia, quando acordei, juro e várias pessoas que aqui conviviam também viram algo inusitado: as mudas de orquídeas, antes secas, estavam todas verdes e uma delas que nunca havia dado flor estava com flores! Posso entender como um sinal dela?

Através de sonhos com o pai, que era famoso pela sopa de mocotó, e com a Maria, a Alessandra constatou que ambos estão reconciliados na Vida Espiritual. Nos últimos anos terrenos, o Antônio Carlos e a Maria estavam separados. A Alessandra conta que sonhou três vezes com o pai:

- Na primeira vez, ele chorava muito. Na segunda vez, o sonho não foi bem nítido. Na ultima vez ele apareceu sorrindo, com a mãe ao lado dele. No dia em que ocorreu o primeiro ano do falecimento do pai, eu tive um sonho muito real com os dois. Na ocasião, a mãe me falou:

- Minha filha vai pra casa, segue a tua vida porque eu estou bem e vou cuidar do teu pai.

A FRASE DO ESPÍRITO FÉNELON, que foi sacerdote em Paris em sua última vivência no planeta. Os sermões dele na Catedral de Notre Dame prendiam as atenções dos fiéis. No Plano Espiritual, Fénelon foi um dos organizadores da Doutrina Espírita. Em frase curtida por Rita Maria Faria Correa Andreatta, que deve ter vivido na capital francesa na encarnação passada, Fénelon nos esclarece: “De quantos tormentos se poupa aquele que sabe se contentar com o que tem, que vê sem inveja o que não tem, que não procura parecer mais do que é”.
 

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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