Coluna de Oscar Pinto Jung

Piteiras vivas
30 de Agosto de 2016 às 08:30

Em décadas passadas charmosas estrelas do cinema americano apareciam nas telas em longas e estudadas baforadas de cigarros, insinuando romantismo. O naipe masculino adorava as cenas e se iniciava no tabagismo. Quando os efeitos maléficos do vício começaram a repercutir nos consultórios médicos surgiram as advertências em todos os meios de comunicação. Tarde para muitos. Nas audiências forenses locais havia juízes e promotores que acendiam cigarros, tranquilamente, entre um interrogatório e outro. Até que surgiu o magistrado Heitor de Assis Remonti, que proibiu o cigarro no templo da Justiça. Irritado, ele dizia:

- Tira esse cheiro fedorento daqui!

Leitor da coluna está preocupado com amigo que não larga o cigarro um instante. Há quem acenda o novo cigarro no que está chegando ao toco, não pode parar. Mas vamos ler o que nos diz o leitor que prefere não se identificar:

- Eu tenho um amigo que está viciado no consumo de cigarros. Ele alega que já tentou de várias formas parar de fumar e não consegue. Falou que é muito difícil, quase impossível, de se livrar do tabagismo. Seguidamente, o amigo sofre com ansiedades e crises, como decorrência, é claro, do consumo de três maços diários. Li em alguma parte que os alcoólatras são acompanhados por espíritos que foram alcoólatras na vida passada. Será que acontece o mesmo com os viciados no cigarro? Como conseguir se livrar dessa influência negativa?

A propósito, caro leitor, vale a pena ler “Fisiologia da Alma”, do Espírito Ramatís, psicografado pelo médium Hercílio Maes. Nessa obra, o autor espiritual aborda com profundidade os efeitos nocivos do tabagismo, do alcoolismo e das drogas. As enfermidades daí decorrentes trazem consequências devastadoras sobre o corpo físico e sobre o corpo espiritual. Alcoólatras, fumantes e drogados são acompanhados, sim, por espíritos do mesmo quilate. Ramatís chama os fumantes de “piteiras vivas”, porque além deles, as baforadas são aproveitadas também por desencarnados que ainda não se livraram do cigarro. E quase todos eles saíram da terra com severas lesões pulmonares.

O fumante, o alcoólatra e o drogado precisam querer dar um fim ao vício. A vontade do enfermo é fundamental. Se ele não se ajudar, creio que não há remédio para ele. Mas sempre é recomendável a internação em clínicas especializadas, precedidas de consultas com psicólogos e psiquiatras. Muitas vezes com internação compulsória determinada por decisão judicial.  Sempre é recomendável também esclarecer aos viciados que os danos sofridos pelo corpo físico também serão sofridos pelo corpo espiritual na outra dimensão da vida. Nunca é demais lembrar que o corpo físico vai para a sepultura, mas a veste espiritual continua mais viva do que nunca. Por isso há espíritos que ainda querem fumar, beber e usar drogas. E se grudam nos parceiros terrenos.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida pela professora Gladiane Bussler: “Leve na sua memória para o resto de sua vida as coisas boas que surgiram no meio das dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade em vencer as provas e lhe darão confiança na presença divina, que nos auxilia em qualquer situação, em qualquer tempo, diante de qualquer obstáculo”.
 

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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