Coluna de Oscar Pinto Jung

Sepé Tiaraju ainda vive, sim senhor
06 de Setembro de 2016 às 09:00

José Roberto de Oliveira é um apaixonado pela história dos 7 Povos das Missões. Pelo correio eletrônico ele ressalta a importância das Missões para a Humanidade. E assinala: “Falamos muito de guerra e de outros horrores. É hora de falar sobre o que fizemos em prol da Humanidade, como símbolo do Cristianismo”. O José Roberto de Oliveira manda recorte do jornal “Liberdade”, editado na cidade de São Miguel das Missões, em que consta haver um movimento, na espiritualidade, que busca a valorização do que ocorreu há 300 anos no território missioneiro. Há muita tristeza entre os espíritos que ali viveram pela perda de tudo o que havia sido construído.

O remetente conta que o tornado que se abateu sobre São Miguel representou advertência, conforme mensagens recebidas, para que seja lembrado “o projeto que encantou a Humanidade e que, apesar de muitas críticas, protegeu os indígenas de várias atrocidades”. Os espíritos comunicantes pediram aos moradores daquele solo histórico para que se unam, acima de segmentos religiosos, e entrem em oração, uma vez por mês,  pelos espíritos daqueles que fizeram a história que os miguelinos herdaram. O ferroviário aposentado Henrique Antonelli, dotado que era da faculdade da vidência, viu espíritos de padres e índios desolados junto às ruínas. O mesmo escreve o jornal de lá:

- Os indígenas continuam vivos na espiritualidade e também reencarnados como índios ou como descendentes pobres nos povos missioneiros.

O José Roberto de Oliveira me faz um pedido:

- Penso importante salientares a fala com Sepé Tiaraju.

O diálogo a que ele se refere ocorreu em setembro de 1979 entre o médium Divaldo Pereira Franco e o espírito Sepé Tiaraju. O baiano Divaldo começou a ver e conversar com os despojados da indumentária física aos quatro anos de idade. Em recente programa do Jô Soares, Divaldo lembrou o encontro que teve com a avó desencarnada, que ele via perfeitamente e a mãe dele não via nada. No distante ano de 1979, Divaldo veio à Região Missioneira pela primeira vez e quase não sabia nada sobre a experiência dos padres jesuítas. Antes de proferir palestra em Santo Ângelo, Divaldo esteve em Santa Maria com a mesma finalidade. Ao se recolher ao apartamento do hotel para o repouso noturno, apagadas as luzes, notou a presença do espírito de um índio robusto desconhecido para ele, em meio a um clarão de luz, que então lhe falou:

- Eu sou Sepé Tiaraju e vim lhe dar boas vindas à Região Missioneira.

Divaldo relatou o episódio ao ver quadro em residência santo-angelense, em que o líder indígena aparece montado a cavalo e com uma lança na mão. Em seguida, o médium ouviu de Sepé Tiaraju uma síntese histórica dos povos missioneiros, como viviam os indígenas, o que aprenderam a fazer e como se deu a impiedosa destruição da Catedral, plantações e das casas dos moradores. E há gente por aí que sustenta que Sepé Tiaraju foi apenas uma lenda...

A FRASE DO Dr.EMÍLIO MORIGUCHI, geriatra, professor da Faculdade de Medicina da URGS, curtida pela fisioterapeuta Priscila Veiga: “Mexa-se, ficar parado prejudica o metabolismo, o coração e até o bem-estar mental. Não tem jeito: para viver bem (e mais) é preciso se exercitar”.

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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