Coluna de Oscar Pinto Jung

Cachorros continuam vivendo
17 de Janeiro de 2017 às 08:05

Gladiane Bussler reside no interior de São Miguel das Missões, acompanha a coluna e conta que adorou ler as crônicas enfeixadas no livro Um Risco de Luz. O casal está muito feliz com a chegada das gêmeas Djnyfer e Karolyne, porém abalado com o falecimento de dois cachorros perdigueiros, que recolheram com dois dias de vida, em razão da morte da mãe por infecção. Gladiane e o esposo gostam de recolher cães abandonados, chegaram a ter quinze, hoje estão com nove. O amor pelos animais é característica dos seguidores de Francisco de Assis, patrono dos médicos veterinários.

Gladiane faz relato e pede resposta. Bem, o relato dela é assim:

- Sou casada há onze anos e há dois, criamos dois perdigueiros, irmãos, que eram o nosso xodó. Em maio do ano passado, engravidei e as meninas nasceram prematuras, com sete meses. Por 45 dias ficaram sob os cuidados do Neonatal do Hospital Santo Ângelo, agora elas estão em casa e passando muito bem. Vinte dias depois do nascimento das gurias, quando estávamos no Hospital, um dos perdigueiros foi atropelado e morto. Dez dias adiante, o outro amanheceu mal e também morreu. Achei tudo muito estranho. Estávamos e estamos muito felizes com as crianças e aconteceu a morte inesperada dos cachorros que dávamos mamadeira nos seus primeiros meses, como se crianças fossem. Não entendo o porquê dessas perdas:

A resposta para a Gladiane fui buscar com a médica veterinária Alessandra Jung (Curitiba), especializada em tratar de cachorros:

- O atropelamento do teu cachorro foi um acidente, é claro. Como tantos outros que escapam do controle dos donos. O outro cachorro tinha uma ligação muito forte (irmãos e sempre juntos), deve ter ficado muito triste com a ausência do companheiro, parou de se alimentar, o que levou ao falecimento. Talvez os dois cachorros irmãos tenham vindo ao lar de vocês para ocupar a ausência de filhos e testá-los como cuidadores. Serviram como anjinhos.

A leitora gostou da resposta da médica veterinária:

- Me emocionei muito com a resposta. Estamos muito tristes ainda pela perda dos cachorros, mas felizes com a chegada das meninas. Se quiser, pode publicar essa história.

Os cachorros também continuam vivendo no Plano Espiritual? Sim. Há depoimentos convincentes sobre o reencontro muito alegre de donos e cães, que continuam se reconhecendo e amando, tal como ocorre com nossos entes queridos. No filme “Nosso Lar” aparecem cães, reproduzindo o que consta no livro ditado pelo Espírito André Luiz, psicografado pelo médium Chico Xavier.

A FRASE DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ: “Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda? E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas!”

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

Mais artigos de Oscar Pinto Jung