Coluna de Oscar Pinto Jung

Presença ao pé da cama
21 de Fevereiro de 2017 às 08:00

É possível que o amigo leitor tenha sentido em alguma madrugada presença estranha ao lado da cama de dormir. O consagrado poeta Apparício Silva Rillo, de São Borja, há alguns anos publicou texto dando seu depoimento a respeito. Ao despertar lá pelas três da madrugada, constatou a presença do pai desencarnado junto ao leito conjugal. Acordou a esposa e ela também teve a inesperada surpresa. A mesma experiência aconteceu com a advogada Ângela Ramos. Conheço a Ângela desde o tempo em que ela participava do Estágio na então Faculdade de Direito de Santo Ângelo. Descendente remota do Adriano Ramos Pinto, aquele do sublime Vinho do Porto, a Ângela não é espírita (por enquanto) e além de advogar, cria umas vaquinhas de leite lá pras bandas do Entre-Ijuís...

Foi assim a experiência da colega e amiga:

- Recordo-me que era época da colheita de soja de 2016. Era um sábado e aguardava o Carlinhos das suas tarefas da lavoura. Naquele sábado estava com minha saúde fragilizada e com febre intensa. Passei aquele dia muito doente e com a energia em baixa. Chovia muito e corri para o hospital, algo incomum para mim. Havia muitas pessoas doentes, necessitadas, esperando pelo atendimento médico. Solicitei ao Carlinhos pra voltar para casa, mesmo sem atendimento. A febre continuava e não conseguia dormir. Aí aconteceu o que nunca tinha visto: uma presença ao pé da cama! Percebi então a presença de um senhor que, de forma suave, se aproximou e permaneceu de pé. Não vi seu rosto. Porém, indicava ser uma pessoa de estatura alta, com testa acentuada e de mãos fortes. Ele permaneceu assim de forma sutil até eu reunir condições de entendimento. Quando compreendi do que se tratava (era um médico do Plano Espiritual), ele passou a projetar as mãos sobre o meu corpo (o passe tradicional das casas espíritas). Das mãos dele partia um campo magnético, de luz forte e intensa. Assim o médico espiritual foi trabalhando, até me mostrar a origem daquele meu momento de enfermidade, ou seja, consegui visualizar uma infecção na minha faringe. Essa visualização ocorreu de forma rápida em que vamos compreendendo o que sentimos, como se estivéssemos sonhando. A partir daí, me veio um sono suave, sem usar nenhum medicamento. No dia seguinte, não sentia absolutamente nada. Compartilho a experiência, pois mesmo não tendo certezas em torno de doutrinas outras, vale a pena externar que somos muito pequenos no plano existencial em que estamos. Tenhamos muita fé e muito amor em nossos corações! Abraços a todos e, em especial, ao amigo colunista, que há muito fiquei de registrar essa vivência.

Alguém perguntará ao concluir a leitura do sincero depoimento da Ângela:

- Um médico morto continua trabalhando em favor dos doentes?

- Ninguém morre, a vida não cessa nuca. Aquele que foi médico humanitário no plano terreno continuará médico no outro lado da vida. E, com mais eficiência, com recursos mais avançados do que os nossos.

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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