Coluna de Oscar Pinto Jung

A incrível EQM
11 de Julho de 2017 às 08:00

A ciência terrena ainda não consegue provar muitas coisas, como, por exemplo, o processo lógico e justo da reencarnação, a pluralidade dos mundos habitados, a continuação da vida após a morte física... Mas fortes evidências aparecem por aí, desde tempos remotos. A experiência de quase-morte, conhecida pela sigla EQM, é fantástica. Trata-se do fenômeno em que, por alguns instantes, o ser humano tido como morto, está simultaneamente ligado ao corpo físico e conhecendo o outro lado da vida. Não houve morte porque não houve o rompimento do fio tênue, invisível aos nossos olhos, na altura do umbigo, que prende os dois corpos. Fio chamado pelos hindus de cordão de prata.

A experiência de quase-morte ocorre em diferentes situações de risco, como no andamento de cirurgias delicadas, afogamentos, quedas. Em questão de segundos, o paciente se recupera e é capaz de contar com detalhes o que viu e com quem se encontrou.  Há três décadas, o médico americano Raymond Moody Jr. publicou livro intitulado “Vida Depois da Vida”, no qual reuniu 150 depoimentos colhidos em vários países, com relatos incríveis. Em todos, a mesma descrição de que foram possuídos por imensa sensação de paz, rodeados por muita luz e a felicidade do reencontro com entes queridos que vivem no Mundo Espiritual. Todos eles gostariam de não ter voltado para o nosso planeta de provas e expiações.

Egon Arnoni Schaeffer, bioquímico em Montenegro, viveu em Santo Ângelo nas décadas de 40 e 50. O Egon lembra que, na infância, caiu no trapiche do rio Gravataí e estava se afogando. Já se sentia fora do corpo físico quando acompanhou o trabalho de um mergulhador que o retirou quase do fundo do rio. O nosso amigo estudou no Colégio Marista, tocou violão com o Belém Bornes e cantou junto com o Wiris Dumke, na Rádio Farroupilha, ao lado do famoso Trio Los Panchos. No Brasil, o caso mais notório é o do campeão olímpico de iatismo Lars Grael. Como todos sabem, o iate em que ele navegava no Espírito Santo foi atropelado por uma lancha e o Lars teve uma perna amputada. No instante do choque, o iatista passou por nítida experiência de quase-morte.       

Todo aquele que vivencia uma EQM muda completamente o seu modo de encarar a vida terrena, para melhor. Lars Grael, como todos os outros, deixou de lado vaidades, orgulhos, como falou à imprensa:

- A experiência de quase-morte é uma coisa muito difícil de descrever. Nem imaginava que isso pudesse acontecer. Tive uma morte momentânea e me senti mais leve. Senti muita paz. Também me vi levantando do meu corpo.
Foi coisa de segundos. Mas parece que o tempo ficou parado. Hoje vejo a vida por uma outra ótica. Meus valores mudaram e aprecio as coisas mais simples – um gole de água, um beijo de cada um da minha família. Tudo, tudo mudou.

O santo-angelense Ubiratan Grás Borges, inativo da Brigada Militar, neto de Ernesto Grás, também dá o seu depoimento:

- Tive uma experiência assim. Posso dizer que senti muita paz, sensação de leveza, de calma, de muita Luz. Medo? Nenhum.

Mas há muita gente por aí que morre de medo de morrer...

A FRASE DE ANDRÉ LUIZ: “Os que trazem os sentimentos calejados na hipocrisia emitem forças destrutivas”.
 

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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