Coluna de Oscar Pinto Jung

O Livro dos Espíritos
17 de Abril de 2018 às 07:00

No dia 18 de abril de 1857 surgiu em Paris a primeira edição de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o futuro da Humanidade segundo o ensinamento dado por Espíritos Superiores, com a ajuda de diversos médiuns. Allan Kardec, professor, nascido em Lyon, recebeu e cumpriu a missão de codificar a doutrina. Logo, Kardec não é o autor da mesma, não inventou nada, mas simplesmente é o Codificador, o compilador e ordenador dos ensinamentos, expressos em mais de novecentas perguntas e respostas, com absoluta clareza, lógica e bom senso.

É comum alguém perguntar qual livro deve ler para saber o que é Doutrina Espírita e a resposta tradicional é uma só:

- Comece pelo começo. Comece ler e estudar O Livro dos Espíritos.

O médium baiano Divaldo Pereira Franco, quando despertou para a sua impressionante mediunidade, fez a mesma pergunta ao Espírito Joanna de Ângelis, freira em duas vidas pretéritas. Aceita a recomendação, Divaldo devorou o livro em uma semana. A antiga Sóror ponderou a ele:

- Não é assim que se lê essa obra. Volte a ler, atentamente. E comparando com outros ensinamentos. Leve pelo menos seis meses.

Para os que não aceitam a existência de Deus, os Mentores falaram assim:

- Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. Deus é infinito? Definição incompleta. Pobreza de linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência. Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é infinito é tomar o atributo pela própria coisa, e definir uma coisa que não é conhecida, por uma coisa que também não o é.

Para os que pedem provas da existência de Deus a resposta foi a seguinte:

- Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e vossa razão vos responderá. O homem não  pode compreender a natureza íntima de Deus. É um sentido que lhe falta.

As três grandes leis naturais que nos regem estão expostas na obra filosófica da Codificação. Quais são? Causa e efeito, reencarnação e evolução. Todos nós, sem exceção, estamos subordinados a essas leis universais, que nos permitem compreender e aceitar a Justiça de Deus. O Livro dos Espíritos é, pois, indispensável ao nosso crescimento interior e aqui fica o convite ao leitor que deseja saber de onde veio, qual a finalidade da existência humana e para aonde voltará um dia, qualquer dia, para leitura de muita reflexão e descoberta de novos caminhos.

A RECOMENDAÇÃO do médium Francisco Cândido Xavier: “Viva de maneira que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de encontrá-lo”.

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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