Coluna de Oscar Pinto Jung

Sumiço da caneta
30 de Abril de 2019 às 07:00

A santo-angelense Mara Lane Zardin trabalha como farmacêutica bioquímica no Hospital Nossa Senhora da Conceição, de Porto Alegre, há muitos anos. Casada com o também santo-angelense médico Osvaldo Furtado Flôres (Vavau), filho do cardiologista João Batista de Almeida Flôres, Mara viveu experiência que a deixou intrigada, depois do falecimento do Vavau. Ambos moravam na Capital do Estado.  Depois de ler os depoimentos das alianças desaparecidas e reaparecidas, objeto da coluna anterior, Mara conta o estranho sumiço de sua caneta de estimação. Os céticos não acreditarão no que ela conta, mas quem sabe do que é capaz o habitante da Vida Espiritual, o relato não contém nenhuma surpresa.

Mas vamos ao depoimento da Mara Lane Zardin:“Bahhh isso me lembrou uma situação bem interessante. Tanto eu como o Vavau que foi meu marido, éramos (eu sigo sendo) encantados por canetas. Quando ele terminou a Residência Médica eu o presentiei com uma Mont’blanc - na época, para nossos ganhos, era caríssima. Ele a usou zelosamente no bolso do jaleco de médico e a transportava em seu estojo dentro da maleta. Passados uns anos, eu já havia sido presenteada com minha própria Mont’blanc pelo meu irmão João Vitorino Zardin na ocasião do lançamento de um livro (junto com colegas), Vavau faleceu, na época já morava com uma segunda companheira - a qual teve a gentileza de me presentear a caneta. Passei a usar esta caneta no meu dia-a-dia como uma homenagem a pessoa querida que ele foi. Aí um dia sem mais nem menos a caneta desapareceu do bolso do meu jaleco. Virei o laboratório do avesso e nada, procuramos em casa, armários e nada. Um dia, acho que dois meses passados, acordei e a caneta estava na minha mesa de cabeceira.”.

Onde a Maria teria perdido a preciosa caneta? Ela me responde:

- Tenho certeza que a caneta desapareceu no meu trabalho, no hospital. Naquela época usávamos muito assinar documentos e memorandos (em lugar dos e-mails e whatss de hoje) e eu era chefe de serviço de bastante volume, onde usava muito a caneta. O desaparecimento se constituiu em enorme surpresa para mim, mas também foi imediatamente a compreensão da presença do Vavau. Quando criança, os pais dele moravam no andar de cima da Farmácia Licht. E, seguidamente, o Vavau comentava que via na janela do quarto dele espírito de mulher alta e magra. Minha avó identificou dito espírito como uma das irmãs de Amantino Licht, o dono da farmácia.

Quando menino, eu fui atendido várias vezes por essa pessoa, que trabalhava na farmácia hoje de propriedade do amigo Paulo Welfer. Mas, enfim, acredite quem quiser, a vida espiritual é mais dinâmica do que a nossa.
Pensemos nisso desde agora, para que o leitor não se surpreenda depois quando voltar ao Outro Lado da Vida.

O ENSINAMENTO DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ: “Jesus alicerçou o Evangelho na prática do bem. Realmente, não adianta a pregação se falta o exemplo”.

Advogado, integrante da Academia Santo-angelense de Letras. Escreve nas edições de terça-feira. 

Email: pintojung@terra.com.br

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