Coluna de Pedro Belmonte

Santo-angelenses
08 de Novembro de 2014 às 08:00

Em finalização, projeto ‘Santo-angelenses’.
Antes do término de 2014 efetuarei a distribuição do álbum aos participantes e, em março de 2015, o enterramento da urna, no Centro Histórico, contendo os dois álbuns, o livro ‘Crônica do Tempo’ e exemplares dos jornais locais, para ser desenterrada em 25 anos.

Santo-angelenses II
Na primeira série, lançada em 2008, participaram os santo-angelenses, natos ou adotivos, Eduardo Loureiro, José Pedrazza, Adroaldo Loureiro, Luiz Valdir Andres, Mauro Azeredo, Roberto Haas, Nilson Bueno, Wilmar Bindé, João Lamana Paiva, Lói Biacchi, Neiva Loureiro, João Augusto Nardes, José Alcebíades de Oliveira Júnior, Pedro Ceretta, Oscar Pinto Jung, Luiz Dallepiane, Ivo Paravisi, Mario Simon, Valter Mildner, Roberto Rammê, João Baptista, Juárez Chagas, Orestes de Andrade e Claudio Karlinski.

Santo-angelenses III
Já confirmados depoimentos de Aldo Medeiros, Rolando Stümpfle, José Roberto de Oliveira, Suzana Lunardi, Tania Biacchi, Alcir Rolim de Moura, Sandoval Lucas Lopes, Otavio Campos, Sergio Rolim, Alceu Mioso, Flavio Panzenhagen, Silvano Saragoso, Amauri Lírio, Fátima Cattani, Hogue Dornelles, Luiz Valdir Andres Filho, Cajar Nardes, Júlio Ubiratan dos Reis, Arlindo Diel e André Marques.
Neste mês estarei na cidade, confirmando os últimos depoimentos para o fechamento da publicação.

Nicaço
No meio da tarde de quarta, 5, Mauro Azeredo me informou pela internet: ‘Perdemos nosso amigo Nicaço. Não resistiu e morreu hoje, na UTI. Grande figura, honesto. Foi meu secretário da Fazenda na Prefeitura’.
Na última vez em que estive na cidade eu conversei com ele. Já não era o mesmo. Nicaço foi um bom amigo, dono de um humor contagiante, às vezes com uma ponta de saudável ironia. Um gozador. Era uma pessoa de bem com a vida.
Santo Ângelo perdeu mais um dos seus tantos personagens que engrandeceram a cidade.
Foi-se Nicaço, o Antônio Carlos.

Mérito
TCU realizou dia 5 cerimônia de entrega do Grande Colar do Mérito a personalidades brasileiras e estrangeiras.
Informação é do presidente, Augusto Nardes. Homenageados foram o pesquisador Artur Ávila Cordeiro de Melo, a imortal da ABL Cleonice Berardinelli, o presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, Fabio Salles Meireles, a presidente da Associação das Pioneiras Sociais, Lucia Willadino Braga, e o escritor João Ubaldo Ribeiro (in memoriam).
No mesmo dia, no hall de entrada do Tribunal, Nardes lançou livro escrito conjuntamente com os auditores de controle externo, Claudio Altounian e Luiz Afonso Vieira, sobre governança pública.

Famurs
Superintendente técnico da Famurs, Mario Nascimento, participou de reunião no Sindilat, tratando dos limites de coleta de leite junto ao produtor.
Para ele, são necessários prazos compatíveis de médio e longo prazo para adequação dos produtores, visando a novos investimentos, melhorando a competitividade.

Petrolão
Envolvidos no petrolão continuam manobrando, tentando brecar avanço do processo pelo juiz federal Sérgio Moro, especialista na área de lavagem de dinheiro.
Tudo porque, acredita-se, ao final da coleta de provas, se escancare o maior escândalo político da história.
Engendrado por diretores corruptos, ajudados por senadores, deputados, ministros e dirigentes partidários, seu botim é capaz de fazer o ‘mensalão do PT’ parecer roubo de galinha.

Imposto
Imposto de Fronteira com dias contados. Para o vice-governador eleito José Paulo Cairoli, trata-se de equívoco e trâmites para acabar a cobrança serão feitos assim que o novo governo assumir.

Rede
Redes sociais, um mundo à parte.
Nelas expressa-se variedade de opiniões com o democrático contraditório.
Réplicas, tréplicas, às vezes levando assunto ao infinito, acabam, para o bem ou mal, fazendo sua magia.
Na eleição vencida por Dilma Rousseff, por margem escassa, surgiram na internet ofensas contra nordestinos, pois para uma parcela de internautas eles deram a vitória à candidata.

Rede II
Excessos mútuos foram tantos até alguém lembrar que as ofensas configuram crime de injúria racial.
Ira contra o Nordeste é seguida de outra queixa na rede, considerando a urna eletrônica frágil e ultrapassada. Quem a ataca queixa-se da falta de dispositivo no qual o lançado na urna fique registrado em papel, servindo de comprovante.
Escritor Ruy Câmara cobrou que numa reforma política se comece pelo aprimoramento do sistema de votação eletrônica e pela criação de processo paralelo para aferir a apuração.

Rede III
Ódio contra os nordestinos e a fragilidade da urna são temas sérios.
Acusações de o Estado estar sendo aparelhado, presidente do TSE – ministro Dias Toffoli – ter sido advogado do PT e advogado-geral da União, não abrir edital para testar urnas e proibir ministros de acompanhar apuração, conforme informações do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, fortaleceram as dúvidas.
Incerteza na lisura das eleições pela vulnerabilidade das urnas, até aqui tida como modelo para o mundo, preliminarmente requer seu aperfeiçoamento, adicionando-se prosaico rolo de papel e impressora, comprovando o digitado pelo eleitor.
Não faria mal, contudo, uma auditoria.

Rede IV
Já imputar na rede a derrota de Aécio aos nordestinos e a consequente divisão do Brasil é tentar chegar aos reais motivos por atalhos.
Seccionamento do Brasil, oficialmente, não possui paternidade. Das redes passou às ruas, sustentada e ampliada sem a concordância ou discordância de ninguém.
Verdadeiramente, serve a quem, criminosamente, deseja jogar o Nordeste contra o resto do Brasil, podendo evoluir a uma convulsão social com irmãos odiando irmãos.

Regulação
2015 começou antes e 2014 custará a acabar para o governo.
Mesmo com a rejeição ao decreto instituindo os conselhos populares, ele não desiste de manter nas mãos alguns setores.
Presidente nacional do PT, Rui Falcão, avisa que a próxima administração priorizará a reforma política e ‘regulação do sistema democrático da mídia’. Tentando abrandar, acrescentou ser dirigido à radiodifusão, sem mexer na mídia impressa.
Claramente é outra tentativa de censura.

Regulação II
Sabe-se, governo pensa deslocar Ricardo Berzoini, bom dialogador, para o Ministério das Comunicações e cuidar do projeto de regulação.
Quanto à reforma política, igualmente prioritária, somente acontecerá se a ideia de plebiscito for esquecida.
Aparentemente, todo esse esforço objetiva atender ao famigerado Foro de São Paulo, que prega a regulação da mídia como ponto número 1 no Brasil. Criado em 1990 por Fidel Castro, objetiva unir comunistas da América Latina e alimentar o regime em Cuba.
Justo, portanto, congressistas descomprometidos olharem o decreto de viés.

Fonte: Jornal das Missões

 Jornalista, com passagem por diversos jornais e rádios do Rio Grande do Sul, atualmente coordena o projeto Santo-Angelenses. Escreve nas edições de sábado. 

Email: pedro.a.s.belmonte@hotmail.com

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