Coluna de Pedro Belmonte

2014
20 de Dezembro de 2014 às 08:05

Ano chegando ao fim. Tempo de balanços. Avançamos, retrocedemos, ficamos paralisados? Deixamos para trás projetos profissionais e pessoais?
O que realizamos somente foi possível com a ajuda de todos. Sozinhos, o muito ou o pouco não seria alcançado. Pensemos nisso.
Bom Natal, um ano de 2015 de realizações e saúde.
Faço breve parada para voltar no início de março. Até!

Eduardo
Deputado estadual eleito Eduardo Loureiro não foi secretário porque não quis. Governador Sartori sempre afirmou isso enquanto insistia que participasse do secretariado.
Lealdade para com o eleitor santo-angelense e regional acabou prevalecendo.
Eduardo seria bom secretário. Será excelente como deputado, preenchendo aquele vazio com que a cidade e a região convivem desde que seu pai Adroaldo foi para o TCE e Valdir Andres não se reelegeu.

Alma
Papa Francisco surpreendeu. Ao dizer que os animais ‘têm lugar no paraíso’, ganhou a simpatia daqueles cristãos amantes dos seres de quatro patas.
Afirmação papal fecha com o que defende a veterinária da USP e espírita Irvênia Prada, de que os animais possuem alma e são companheiros dos humanos na longa jornada da evolução.

HSA
Repercutindo abordagem da coluna sobre atividades do Hospital Santo Ângelo (HSA), especialmente a arrojada proposta da direção de ampliar e construir complexo de oito andares, preparando-o para a cidade pleitear um curso de Medicina, mas principalmente atender convenientemente a população santo-angelense e regional.
Uma das postagens foi da leitora da coluna on-line Silvia Berno Steinke, de Ijuí. Ela elogia o comentário e a visão dos dirigentes do HSA.

Britto
Li entrevista do ex-governador Antônio Britto Filho em Zero Hora. Concordo, culpa da crise econômica do RS é de todos os governos, não podendo ser solucionada sem que seja olhada como estrutural e coletiva. Conforme Britto, solução não virá em curto, médio, mas em longo prazo. É preciso dinamizar a economia gaúcha, incentivar o Estado a não desistir de ser grande.
Para o ex-governador, será necessário um grande acordo. Britto se socorre em Tancredo Neves, que pregava: ‘Todos devem perder um pouco, de forma justa’.
Gostei, também, da sugestão de que Sartori escancare os problemas do Estado.

Comissão
Comissão Nacional da Verdade (CNV) concluiu trabalhos, apontando 377 pessoas responsáveis diretas ou indiretas por torturas e mortes entre 1964 e 1985. Após a divulgação, muitas pessoas apontadas como mortas pela ditadura acabaram localizadas ou foram a público dizer que estão vivas. Como previsto, Comissão pulou as mortes provocadas pelos ditos subversivos. Por baixo, seriam 121.

Comissão II
CNV sugere revisão na Lei da Anistia para verificar compatibilidade dela com a Constituição. Só lembrando, a Lei de Anistia foi julgada compatível pelo próprio STF.
Maior de todas as leis, a Constituição Federal referendou a Lei da Anistia de 1979. Concordo com Dilma quando disse (parecendo genuinamente emocionada) que o País tem direito à verdade. Respeitosamente, acrescentaria que seja total. Revanchismo poderá levar a dias sombrios neste final de ano. Com ele não haverá reconciliação.

Reações
Reações surgiram em seguida. Clube Militar considerou absurdo relatório da Comissão. ‘Trata-se de uma coleção de meias verdades’, escreveu, em nota, o general Gilberto Rodrigues Pimentel, seu presidente.
As desculpas parecem intangíveis. Ex-chefe do Estado Maior da Defesa, general Rômulo Bini negou essa possibilidade. Assegura que, ‘se vier aquele que o fizer, será considerado leviano, marcado como um traidor, à semelhança de Calabar’.
Lamentou apenas uma parte ser considerada vilã, quando houve erros de parte a parte.

Reações II
Primeira manifestação de integrante do alto comando do Exército partiu do general Sergio Westphalen Etchegoyen, chefe do Departamento Geral do Pessoal. Assinou nota conjunta com sua família repudiando o relatório, classificando-o de ‘leviano’.
No documento, seu pai, general Leo Guedes Etchegoyen, é acusado, com outros civis e militares, de violações de direitos humanos. Sergio alega que a Comissão não aponta os fatos que teriam levado às acusações. Família estuda formas de entrar na Justiça contra o relatório.

Simon
Em meio à patifaria e corrupção na política, desponta imune o senador Pedro Simon.
Não reeleito, após 60 anos de política e 32 de Senado, defendendo o RS, deixa a cena política.
Por três horas discursou, merecendo 20 apartes, enaltecendo sua respeitada figura pública.
Poderão acusá-lo de muitas coisas, jamais de ter agido com desonestidade. Sua biografia construída em seis décadas, atravessando momentos de turbilhão e calmaria, enaltece sua personalidade.

CPMI
Confuso resultado da CPMI da Petrobras. Deputado relator, Marco Maia, que não incluiu políticos nem pediu indiciamentos, ao anunciar seu encerramento, voltou atrás e indiciou 52 sem inclusão de políticos do PP, PT e PMDB como propôs relatório paralelo.
Sobre Pasadena, relatório diz que compra foi correta. Quanto à Abreu e Lima, com um sobrecusto de 4,2 bilhões de dólares na sua construção, relator recomendou abertura de processos administrativos.

Lava-jato
Polícia Federal divulgou relação dos envolvidos na Operação Lava-Jato, maior do que o esperado. Mas o tsunami pode vir com lista a ser divulgada, cujos componentes serão investigados pela Procuradoria-Geral da República.
Já relação apreendida pela PF contém nomes ligados ao PT, entre eles da ex-ministra Maria do Rosário, do senador Lindbergh Farias, governador Luiz Fernando Pezão, Alexandre Padilha, Jilmar Tato e senador Romero Jucá. Documentos foram apreendidos pela PF nas sedes das empresas envolvidas no Petrolão, Queiroz Galvão e Engemix.

Falhou
Durou 20 minutos manifestação de apoio à presidente Dilma no último sábado, 13, em São Paulo. Apenas 70 pessoas compareceram, maioria membros do diretório estadual do partido.

Fonte: Jornal das Missões

 Jornalista, com passagem por diversos jornais e rádios do Rio Grande do Sul, atualmente coordena o projeto Santo-Angelenses. Escreve nas edições de sábado. 

Email: pedro.a.s.belmonte@hotmail.com

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