Coluna de Pedro Belmonte

2004
17 de Setembro de 2016 às 08:00

Morria, no Rio, aos 88 anos, ex-governador, Leonel Brizola. Secretário de Saúde, Osmar Terra, anunciava auditoria no Hospital Santo Ângelo. Grêmio era rebaixado a serie B do Campeonato Brasileiro.
Seca em Santo Ângelo provocava quebra de 25% das lavouras de soja, milho e prejudicava produção leiteira.
URI Santo Ângelo completava 12 anos entre as melhores. 
D. José Clemente Weber substituía ao bispo D. Estanislau Amadeus Kreutz.
Número de cadeiras da Câmara de Vereadores despencava de 21 para10.
Gabinete do prefeito José Lima Gonçalves era arrombado.
Integrantes da Escola de Samba Beija Flor, visitavam região, colhendo subsídios para enredo do Carnaval do ano seguinte: 7 Povos das Missões.
Vítima de infarto morria candidato a prefeito e presidente da Câmara, vereador Juárez Alves Lemos, aos 53 anos.
Também falecia médico Renato Ketner, 51 anos, de parada cardíaca.
 Eduardo Debacco Loureiro era eleito prefeito e Adolar Queiroz, vice.
 Instalado Comando Regional de Policia Ostensiva Missões, em Santo Ângelo, com o coronel Nilson Bueno no comando.

Eleições
O julgamento dos envolvidos na operação Lava-jato é uma demonstração de que ninguém está acima da lei. Ao mesmo tempo, ela pode resultar – além da penalização dos envolvidos –, em um exemplar grito de indignação contra os maus políticos, que usam o dinheiro público para atender seus desejos intestinos. Como a grande maioria dos brasileiros tenho me arvorado contra os maus exemplos na política nacional e gaúcha, em todos os âmbitos, das câmaras de vereadores, prefeituras, assembleias, ao Congresso nacional. Não é de agora que escrevo a respeito. 

Eleições II
Uma vez lembrei José Bonifácio e sua frase lapidar: “A sã política é filha da honra e da razão”.  Não obstante, cinérea parcela de homens-públicos teima em não se espelhar no estadista, cientista, político e literato, José Bonifácio de Andrada e Silva. O Patriarca foi alguém que conviveu com Lavoisier, deputado constituinte e tutor dos quatro filhos de D. Pedro I. Seus conceitos deveriam ser praticados por operadores da política. Sob essa inspiração, espera-se, eleitores e candidatos vivam a eleição de 2 de outubro!

Campanha
Atual campanha é rápida, limpa, sem deixar rastro no ambiente e poluição visual pela proibição de cartazes, outdoors e faixas enormes. Gastos dos candidatos tanto a prefeitura como às câmaras foram reduzidos. A rigor, nivela candidatos ricos, remediados e pobres. Financiamentos antes feitos largamente pelas empresas estão proibidos. Agora só dinheiro dos fundos partidários e de pessoas físicas. Mais uma tentativa da moralização dos pleitos, sem gastança excessiva e uso dos caixas dois.

Sublegendas
Esta eleição municipal me leva a 1968, em Santo Ângelo. Programas eleitorais de rádio eram consistentes, comícios levavam grande público a assisti-los e os meios de convencimento do eleitor via propaganda de mão ou externa eram infindáveis. Desafiavam a criatividade dos marqueteiros. Disputas eram acirradas, muito devido à instituição da sublegenda pela qual os partidos podiam indicar dois candidatos. Há 48 anos, foram candidatos na sublegenda do MDB, João Calisto de Medeiros, prefeito e Constantino Martins Picarelli, vice; Alcibíades Ribas prefeito e Garibaldi Machado vice. Na ARENA, Ricardo Leônidas Ribas, prefeito e Armindo Brataz vice; José Alcebíades de Oliveira, prefeito e Augusto Jaeger, vice. Com um município imenso, ainda contando com os distritos de Entre-Ijuís, Colônia Vitória, São Miguel e Eugênio de Castro, era duríssimo fazer campanha como a que elegeu Ricardo Leônidas Ribas e Armindo Braatz.

E agora?
 Se mantidos, direitos políticos de Dilma a possibilitam concorrer a qualquer eleição, de vereadora a presidente da República. Desejará? Dizem, é o que mais deseja. Será para presidente, governadora ou o senado? Assessora em algum governo petista para garantir foro privilegiado? Acho que pesa sobre ela o ônus de ter deixado o país estraçalhado economicamente, com sérios problemas sociais e infraestruturais.  Mentiu na campanha e nos meses em que cumpriu seu segundo mandato, induzida pelas ‘cabeças pensantes’ do PT e por Lula da Silva.

E agora?

 Imagino, por outro lado, enorme enfado deva estar dominando a mente e o espirito da ex-presidente. Sua ira é contrabalançada pela mantença das prerrogativas, como veículos, assessores e segurança. Sobre os direitos políticos de Dilma, há diversas ações, no STF que trocou sua presidência, saindo o polemico ministro Ricardo Lewandowski e entrando a ministra Carmem Lucia. Dilma foi citada 72 vezes por 11 delatores, ela tem contas a acertar com a Lava-jato. Penso ter sido escrito o fim de uma era, embora tenha enfatizado, no dia em que foi catapultada da presidência: “Nós voltaremos”.
 
Moro
Juiz Sérgio Moro prossegue na graça das massas hoje tão carentes de lideres voltados ao combate dos assaltantes do dinheiro do contribuinte. Recentemente, em ato público, ao defender o fim do Foro Privilegiado, se emocionou ao dizer que: “O Brasil verá os corruptos na cadeia”. Também espero.

Escola
Momentos derradeiros da atual administração de Santo Ângelo dedicados à inauguração de obras, como da nova quadra poliesportiva da Escola Fundamental José Alcebíades de Oliveira. Mais de 600 mi reais foram investidos, conforme a secretária de Educação, Rosa de Souza. Informou, ainda, à coluna que 41 escolas da rede de ensino estão recebendo nova pintura.

Verzerianas
Maria de Lourdes Pacheco, querida amiga dos tempos do clube 28 de Maio, nos anos 1960, convidando para encontro de verzerianas, em Porto Alegre. Será no Plaza, às 16h30min do dia 5 de outubro. Conforme Mariazinha serão 27 ex-alunas do Colégio Tereza Verzeri a se reencontrarem.  Sucesso.

 Jornalista, com passagem por diversos jornais e rádios do Rio Grande do Sul, atualmente coordena o projeto Santo-Angelenses. Escreve nas edições de sábado. 

Email: pedro.a.s.belmonte@hotmail.com

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