Coluna de Pedro Belmonte

1995
03 de Dezembro de 2016 às 13:15

Ricardo Leônidas Ribas é reconduzido à presidência do Banco Meridional.
Augusto Nardes federal e Valdir Andres estadual são empossados deputados.
Tais do Nascimento Gomes é eleita rainha da 7ª Fenamilho. Suas princesas são Renata Fan e Karine Bauer.
Morrem o empresário Hans Pfaff, o ex-vereador João de Oliveira Costa e o advogado e empresário, Ely Coelho Marchetti.
Professora Velci Machado assume a direção do campus de Santo Ângelo e o professor Cléo Ortigara a reitoria da URI.
Presidida pelo medico Rolando Luiz Stumpfle é aberta a 7ª. Fenamilho.
Na Fenamilho, governador Antônio Brito assina ordem de serviço para ampliação da pista do aeroporto Regional.
Desembargador Adroaldo Furtado Fabricio é eleito presidente do Tribunal de Justiça do Estado.

Pacote
Sobre o pacote do governo Sartori. De maldades, para alguns.  Para outros começar a resolver a gravíssima situação econômico-fiscal. A leigos, como eu, parece corajoso e capaz de ajudar neste momento difícil. Em administrações anteriores, escrevi sobre a indisciplina governamental ao lidar com o chamado equilíbrio fiscal. A previdência que deveria interessar a todos quantos desejam melhorias na administração carece estudos tendentes a mudar o sistema atual.  Quanto à extinção ou remanejo de estatais e fundações, se bem que necessária, pede debates demorados. Caso da FEE que presta serviços e fornece dados preciosos sobre a economia do RS. Por outro lado, para mexer com a profundidade devida o governo do Estado necessita de amplo apoio político. A base aliada mostra rachaduras.

Pacote II
Verdade é que José Ivo Sartori não terá facilidades em aprovar o pacote. Situação é calamitosa, porém, tanto a atual administração como a sociedade gaúcha devem enfrenta-la. Sempre defendi que o Estado deve se preocupar em garantir excelente saúde, ótima segurança, educação de qualidade e abrangente e infraestrutura competente, como base fundamental. A partir dessas nada fáceis premissas, poderá melhorar sua economia e gerar os empregos hoje devidos à população. Tirando pros (muitos) e contras (menor proporção), o governo está no caminho certo rumo a mudanças estruturantes.

Geddel
Semana passada comentei rapidamente a blindagem sobre o agora ex-ministro Geddel Vieira Lima. Remeti a coluna na quarta-feira, 23, e antes de ser publicada, minha nota foi ‘desmentida’ na sexta-feira, 25, pelo seu pedido de demissão. Blindagem existiu, mas Geddel não resistiu, culminando com a carta de demissão. Depois de expor os motivos do pedido, Geddel informa: “Agora vou tocar a vida”. Fica cada vez mais clara a dificuldade que o presidente Michel Temer tem em manter no seu ministério políticos de copa-e-cozinha, como o ex-ministro.

Geddel II

O que seria para facilitar vem dificultando a administração Temer. Além dos graves problemas socioeconômicos, tem que tentar acalmar a base aliada e blindar os ministros-fraternos. A crise política aumentou a ponto de Temer tentar uma reaproximação com o ex-presidente FHC e o PSDB. Uma tentativa é minimizar a gravidade e fugir do mérito das denuncias que o envolvem. Outra preocupação é a articulação de partidos de esquerda em torno de pedido de impeachment do presidente.

Fidel
Morreu Fidel Castro. ‘El comandante’ liderou a Revolução Cubana, durante dois anos com as guerrilhas em Sierra Maestra, encerradas em fevereiro de 1959.  A figura de Fidel esteve sempre presente entre os jovens do final dos anos 50 início dos 60.  Vencendo a revolução, com a fuga de Fulgêncio Batista, se tornou tão sanguinário quanto o ditador. Implantou o socialismo. Inimigos da revolução morreram no paredão. Calcula-se tenham sido fuziladas 12 mil pessoas. Foi acusado de perseguir negros e gays.

Fidel II

Por 49 anos, inspirou revoluções em diversos países. No período, houve avanços na educação, saúde e esportes. Com o bloqueio econômico imposto por John Kenedy, a Ilha de Cuba acabou sucateada. Restabelecidos os laços diplomáticos em 2015, bloqueio continua. Em 2006, passou o comando ao irmão Raul. Morreu no sábado, 26, aos 90 anos. Uma lenda da esquerda latino-americana para seus seguidores. Um ditador sanguinário aos inimigos. Em Miami, descendentes de cubanos e exilados, festejaram sua morte.

Incondicional
Gosto de animais domésticos. Às vezes, ao ler ou ouvir falar da ligação entre humanos e eles, me emociono. Nesses dias esteve no face book postagem de texto-foto do santo-angelense Paulo Alberto Rebelato, sobre seu pequeno cão. Rebelato descreveu: “Meu ‘filho’ canino Eros, ou ‘ceguinho’, porque nasceu cego. Quase 17 anos, poodle micro-toy, filho de Freud e Madonna (despedindo-se da vida...)”. Um cãozinho valente, um ‘dono’ generoso e fraternal. Incondicional troca de amor. Com essa blindagem de amor, Eros viverá muito mais.

Causa e efeito
Mais de 70 pessoas morreram na queda de um avião fretado, segunda-feira, 28, na Colômbia. Alguns eram integrantes da delegação da Chapecoense que disputaria a primeira partida pela Copa Sul-americana. Tragédia consternou ao Brasil e ao mundo. Mortes coletivas impactam, deixando dor, interrogações. Aos estudiosos do espiritismo ocorrem para fazer a humanidade progredir. A pergunta é se não haverá perigo de inocentes serem punidos nesses acidentes? A resposta é que somente nos acontece aquilo de que temos necessidade para evoluir e que a lei de causa e efeito estabelece esses parâmetros. Quando as pessoas perdem a viagem ou quando outras lutam para conseguir um lugar o fazem cumprindo sua programação evolutiva. Tudo pode estar relacionado com as desencarnações anteriores das vitimas. Para quem crê um exemplo foi a impossibilidade da viagem do filho do treinador Caio Junior por ter esquecido o Passaporte.
 

 Jornalista, com passagem por diversos jornais e rádios do Rio Grande do Sul, atualmente coordena o projeto Santo-Angelenses. Escreve nas edições de sábado. 

Email: pedro.a.s.belmonte@hotmail.com

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