Coluna de Pedro Belmonte

Eduardo
27 de Maio de 2017 às 14:01

Ao participar da abertura do Encontro Missioneiro de Vereadores e Servidores, no Plenarinho da AL, o deputado Eduardo Loureiro reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da região. Disse o parlamentar que apesar do seu potencial existem muitos desafios ao seu fortalecimento. Eduardo Loureiro lembrou que por causa da distância que separa a região dos centros maiores, há necessidade de investimentos na sua infraestrutura. No final da semana passada ele participou da entrega dos prêmios aos vencedores do 10º Canto Missioneiro da Musica Nativa e 9º Canto Pia Missioneiro de Santo Ângelo.

Delação explosiva
Presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, havia marcado para 6, 7 e 8 de junho o julgamento da chapa Dilma-Temer, acusada de abuso do poder político-econômico. Ação movida pelo PSDB, foi iniciada, mas suspensa no mês de abril. Vice-procurador-eleitoral, Nicolao Dino pediu que apenas Dilma se tornasse inelegível por 8 anos. Mas considerou a cassação dos dois. Esta era a situação anterior à bomba de efeitos apocalípticos que estourou envolvendo ao presidente Michel Temer e senador Aécio Neves de receber propinas da JBS, segundo delação premiada dos donos, Joesley e Wesley Batista.

Delação explosiva II
Foi na quarta (17). Dali em diante, gravações em vídeo e áudio causaram ações corrosivas. Foram pedidas as prisões do senador e a irmã, Andrea Neves. Relator da Lava-jato, Edson Fachin, aceitou apenas o de Andrea. Michel Temer discursou dizendo que não renunciaria, seria vitima de uma conspiração. E avisou: “Não vou cair”. Isto na quinta-feira (18). No mesmo dia o STF abria inquérito contra ele. Donos da JBS tinham delação premiada homologada pelo ministro Fachim. Partidos da base ameaçaram desembarcar do governo. Até o começo daquela noite de quinta-feira, vários pedidos de impeachment tinham sido encaminhados. Na sexta-feira (19), as noticias eram de que os irmãos Batista compraram deputados para votar contra o impeachment de Dilma.

Delação explosiva III
Sábado (20), surgiu a polemica dos cortes do áudio entre Joesley e Temer. Avaliação técnica demonstrou intervenções. Resta saber se favorecendo ao empresário ou ao presidente. Por isto, até a conclusão da pericia o STF não poderá julgar o inquérito sobre Michel Temer. À tarde, o presidente voltou a se pronunciar. “Digo com toda a segurança: o Brasil não sairá dos trilhos. Eu continuarei a frente do Governo”. Após ofereceu uma feijoada. Segunda-feira (22), em entrevista a Folha, desafiou: “Se quiserem, me derrubem”. Na última quinta-feira (25) a OAB protocolou pedido de impeachment do presidente. Explosiva delação igualmente atingiu aos petistas Antônio Palocci e Guido Mantega, ex-ministros de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Conforme os manos Batista, Palocci agia como um atravessador no esquema. Mantega cuidava da conta entre a JBS e o PT. Delator disse que depositou numa conta no exterior, 150 milhões de dólares para Lula da Silva, Dilma e o PT.

Delação explosiva IV
E quanto a Joesley e Wesley? Os manos patrocinaram o maior esquema de corrupção política no Brasil. Distribuíram 500 milhões de reais de propinas a mais de 1.800 candidatos, falam e agem como autoridades e moram em luxuosos apartamentos na Quinta Avenida, em Nova Iorque. São grandes culpados pelo país enfrentar uma crise politica gravíssima. Ex-presidentes, presidente atual, presidenciáveis e políticos de diversos partidos, estão implicados. Irmãos Batista levaram empréstimo de 20 bilhões de reais do BNDES, mesmo devendo 50. Nos governos petistas, seus negócios pularam de 600 milhões de reais para 150 bilhões de reais de faturamento. Frase de Ruy Barbosa, em discurso no Senado, não envelhece: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Livro
Volto ao livro ‘O Partido’, que comentei meses atrás na coluna. Nele seu autor, Robson Pinheiro, desvenda sinistro projeto criminoso de poder, em desenvolvimento no Brasil. Ditado pelo espirito Ângelo Inácio, ‘O Partido’ foi publicado pela Casa dos Espíritos, em 2016, tratando a luz do espiritismo, dos momentos cruciais que antecederam o desfecho do impeachment e que o pior viria, depois do processo. Obra mediúnica traz no preambulo carta do espirito Tancredo Neves a Nação Brasileira, assistido pelos espíritos José do Patrocínio e Getúlio Vargas. Autor observa que o impeachment não encerrou os problemas a serem enfrentados por políticos e pela população. Acreditando ou não naquilo publicado no livro, nota-se que mesmo depois do impeachment, o Projeto de Poder continuou aliciando políticos, empresários e cidadãos. Vivemos momentos gravíssimos. É necessário condenar o crime, a corrupção e salvar o Brasil.

Var-Palmares
Sobre os e-mails trocados entre Dilma Rousseff, Mônica Moura e João Santana. Não é a mulher do ex-presidente Costa e Silva, como cogitado. Trata-se da Iolanda que dava nome a uma base médica da Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares, localizada na Vila Iolanda, São Paulo. Quem descobriu e publicou, foi o blog, Defesanet. Endereço, 2606iolanda@gmail.com, refere-se a 26 de junho de 1968, data do atentado da Var-Palmares ao quartel do 2º Exército, com um carro lotado de explosivos, ferindo gravemente a um coronel, cinco soldados e matando o soldado Mario Kozel Filho. Dilma pertenceu ao Val-Palmares e a outros grupos guerrilheiros.

Novamente réu
E Lula da Silva pode se tornar réu pela sexta vez. O Ministério Público Federal acusa o petista de ser o principal controlador sobre a corrupção na Petrobras. Principal benefício foi em obras no sitio em Atibaia, ao custo de 1 milhão de reais.
 

 Jornalista, com passagem por diversos jornais e rádios do Rio Grande do Sul, atualmente coordena o projeto Santo-Angelenses. Escreve nas edições de sábado. 

Email: pedro.a.s.belmonte@hotmail.com

Mais artigos de Pedro Belmonte