Coluna de Pedro Belmonte

1954
02 de Setembro de 2017 às 06:00

Uma derradeira passagem  na vida do ex-presidente Getúlio Vargas, cujo suicídio completou 63 anos, dia 24 de agosto. No poder desde 1930, foi deposto pelas Forças Armadas em 1945. Deixou um Brasil redemocratizado, inclusive fundando o PSD e PTB, mantendo apoio de conservadores e trabalhadores. Seu exilio ocorreu entre as fazendas Santos Reis e Itu, em São Borja, de onde comandava a politica brasileira. Elegeu Eurico Dutra em 1946 derrotando ao candidato da UDN, brigadeiro Eduardo Gomes. Ele mesmo se elegeu senador por vários estados, aproveitando a inexistência de legislação eleitoral. Sua força politica o levou a vitória nas eleições de 1950, derrotando mais uma vez ao brigadeiro e a UDN, acirrando os ânimos, culminando  com seu suicídio em 24 de agosto de 1954.
 
Ipês
Associação dos Santo-angelenses em Porto Alegre, presidida por Marisa Meneghetti, programou seu Oitavo Encontro para 27 de outubro, às 20h30min, no Clube Geraldo Santana, na Capital. Música do DJ Paulo Klitzke e o convite custa R$ 70,00, disponível com integrantes da Diretoria. Convite foi ilustrado por  fotografia de Fernando Gomes, numa quadra da Avenida Brasil. A  sensibilidade do  profissional apanhou o bucolismo, o   colorido dos ipês amarelos, nas arvores e no chão, formando um tapete floral. No final dos anos 1960  o Ipê foi escolhido pelo prefeito, Leônidas Ribas, para ser cultivado nas ruas de Santo Ângelo. A cidade era conhecida como ‘Capital dos Cinamomos’. Contudo, as arvores com o envelhecimento acabavam gerando problemas às calçadas e eventual perigo aos transeuntes. Projeto paisagístico foi aplicado  inicialmente na quadra em frente ao Maerkli, na Avenida Brasil.

Central
Em 1961 eu chegava a Santo Ângelo, egresso de São Borja. A conquista de amigos foi facilitada frequentando os bares e clubes sociais. Na escola de datilografia de Alvino Max Kegler e sua mulher Isabel, na Antunes Ribas, conheci os primeiros, o Ademir ‘Gatão’ e o Edson Geiss, colegas de curso. Mas, a maioria foi no Café Central, de Guilherme Van Helden.   Política, esporte e  sociedade, eram assuntos debatidos no Central. Os acadêmicos da  faculdade de Direito, a primeira da cidade, no Central sonhavam com a Universidade. Nele, enfrentei o frio da nevasca de 20  de agosto de 1965,  retornando da viagem de ida e volta Santo Ângelo-Santa Rosa.

Central II
O Café Central teve seus casos insólitos. Certa noite,  foragido da polícia o invadiu causando pânico, até ser preso. Rendeu crônica em ‘O Cinegrama’, distribuído nas sessões dominicais do Cisne. Seu título, ‘Uma noite em Tombstone das Missões’. Tombstone por lembrar a cidade palco do célebre duelo do ‘OK Curral’, várias vezes no cinema, em diversas versões. Esse era estrelado por Kirk Douglas, no papel de Doc Holliday, mistura de dentista, beberrão e pistoleiro. Depois dos Van Helden, foi  administrado pelo casal Ruth e Karl Axman. Mais tarde eles fundaram o Tagreli, homenagem ao Tamoio, Grêmio e Elite. Mas, essa é outra história. Bons e velhos tempos vividos e repartidos no Café Central.

Telenovelas
As telenovelas continuam privilegiando o vilão e a vilã, num momento   em que o crime é avassalador e a violência não escolhe hora ou lugar. Na novela das nove, o mau-caratismo e os desvios de conduta enchem a telinha. Vida e arte se confundem de segunda a sábado. Seria dispensável este combustível adicional atiçando a criminalidade, vindo das novelas. Nada contra elas, mas aos enredos recheados de personagens más, privilegiando o crime e a sua anatomia. Aos bons sobram poucos  momentos, espremidos pela maldade praticada. O resultado, amplamente favorável aos vilões e às vilãs, até o desfecho feliz, meses depois do primeiro capitulo, concorre para estimular mentes malformadas a práticas criminosas. Sem  enfraquecer argumentos  a própria novela poderia equilibrar o placar entre bem e  mal, promovendo  o abrandamento dessa apologia semanal ao crime.

Centenário de Jango
No FB informação atribuída ao neto do ex-presidente João Goulart, de ter rejeitado homenagem do governo federal ao avô na passagem do seu 100º aniversario. João Goulart Neto teria alegado que a família não reconhece ‘esse governo como legitimo’. Homenagem constaria de lançamento de moeda comemorativa e exposições. Como há dois registros de seu nascimento (1º de março de 1918 e outro de 1919), família  pretende utilizar o segundo registro para festejar o centenário de Jango.

Literatura
Jornalista Vitor Bley de Moraes – companheiro de trabalho na Assessoria de Comunicação da COHAB, ao tempo do presidente Adroaldo Loureiro –, lança neste sábado (2), às 16h na livraria do Shopping Bourbon Wallig, Porto Alegre, ‘A Magia da Bola de Meia’. Obra  foi produzida com o filho João Vitor, 7 anos, autor das ilustrações  de capa e das paginas. São  32 páginas contando histórias de crianças pobres  que se envolvem  nos esportes, a partir de uma bola de meia. Livro pode ser encomendado pelo telefone (51) 99116.4119 ou e-mail vibleymor@gmail.com.

#Hashtag
#Projeto do deputado Eduardo Loureiro, instituindo programa de guarda temporária de crianças e adolescentes, foi aprovado na CCJ da AL. Será desenvolvido  pelos poderes Executivo e Judiciário, em parceria com o MP e prefeituras conveniadas.#Déa Martins – filha da santo-angelense Yole Steinhaus – está na produção do musical ‘Do Outro Lado’, no teatro Porto Seguro, em São Paulo. No elenco Vanessa Gerbelli (a Amália de ‘Novo Mundo’) e Alessandra Verney. Estreia dia 27.#Ministro do TCU, Augusto Nardes, recebeu sábado (26) na Expointer, a Medalha Assis Brasil, mais alta honraria concedida pelo governo gaúcho  a quem se destaca na defesa da  agropecuária.

 Jornalista, com passagem por diversos jornais e rádios do Rio Grande do Sul, atualmente coordena o projeto Santo-Angelenses. Escreve nas edições de sábado. 

Email: pedro.a.s.belmonte@hotmail.com

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