Coluna de Renato Schorr

A pacificação das favelas
07 de Novembro de 2013 às 08:23

Pergunte a qualquer pessoa ligada à área de segurança quanto as medidas adotadas para resolução dos problemas das favelas, onde existem “exércitos” paralelos (do tráfico), certamente, obteriam unanimidade de opiniões, sobre as medidas adotadas, eis totalmente equivocadas quanto as ocupações das áreas dominadas por facções. Exceto, se os objetivos outros não seriam, senão, a transmigração deles para outras regiões. Ao que tudo indica, o Governo quer os votos, logo, partilha os resultados das urnas e dos fora da lei!

Governar seria um ato singelo! Governar seria algo fácil! Governar seria um motivo de alegria, contudo, em nosso País, infelizmente, nós estamos colhendo os frutos das irresponsabilidades semeadas nas estradas dos tempos. Não apenas do passado, do presente já existem frutos disseminados, embora em curto período. Há boas realizações? Sim! Porém as colheitas dos males se antepõem com vigor. Infelizmente os nossos parlamentares estão mais preocupados com as reeleições, do que, no exercício constitucional do cargo. Aliás, diferente poderia ser?! É evidente! Porém, alianças entre Ormus e Arimã, cá são constantes, embora “eles” fossem água e óleo.

Enquanto perdurarem esses sistemas de coligações eleitoreiras e de distribuições de cargos, continuaremos semeando os joios, logo, as possibilidades em colhermos trigo serão nulas! Nossos líderes partidários estão fraquejando; por certo, haveremos de socorrer-nos com líderes do além. A responsabilidade partidária tem por condão, o equilíbrio democrático. As forças da democracia se estribam nos partidos, porém, enquanto as pessoas jurídicas (partidos) e os seus dirigentes olharem outras vitrines, os breus cobrirão nossos olhos.

Quais as nossas expectativas/esperanças. Nossas (pessoalmente) esperanças inexistem! Absolutamente, nenhuma. Aliás, a podridão que assola o País, em todas as esferas nos deixa perplexos!

Aliadas a isso, as lições da proliferação da corrupção fazem escola, atraem e contamina milhares de pessoas. Os males estão tão disseminados e incrustados na sociedade, que as pessoas defendem ardorosamente aos corruptos e se vangloriam disso!

As ocupações das favelas com intuito da pacificação significaram a coleta de uma caçamba de dejetos em um terreno, lançando-os em outro próximo! Era e continua evidente que nesses casos, os fora da lei, foram transmudados de lugar! Houvesse tentativas de prendê-los, outra seria a estratégia. Ademais, o Governo mancharia sua imagem diante daqueles e eles votam, comandam, vigiam, agem, interpõem obstáculos, incendeiam, matam, aplicam a pena de morte, cozinham desafetos, sentenciam, fazem silenciar!

A Copa do Mundo vem aí e depois virá a Olimpíada, as favelas pacificadas estão sendo retomadas pelos “despejados”, eles voltam com mais forças e organização! Há interesses obscuros nos ares, basta se ver a ampla divulgação dada pela mídia maior, no caso Amarildo, jamais se compartilharia com barbárie, contudo, o destaque desproporcional, considerando, outro fato, a morte estratégica do Prefeito de Santo André – Sérgio Daniel –, e as oito ou nove testemunhas das quais se tem notícia (por quê há tanto silêncio nesse caso). Há pessoas “renomadas” e um partido político envolvidos, interesses estranhos (Jânio Quadros mencionou as forças ocultas). Se alguém imagina que haja interesse em controlar e impedir as entradas e a comercialização das drogas no Brasil, esses são alguns policiais bem intencionados e idiotas feito nós!

Enquanto homens lúcidos, dignos, eretos, com perfis sobranceiros continuarem a margem das decisões e nomes indignos mantiverem o poder no Brasil, há que se plantar algodão e tecer com ele os lenços para secar nossas lágrimas!

Fonte: Jornal das Missões

Advogado e tradicionalista. Escreve nas edições de quinta-feira.

Email: renatinhoadv@yahoo.com.br

Mais artigos de Renato Schorr