Coluna de Renato Schorr

Um sonho ousado
03 de Janeiro de 2014 às 18:31

Por vezes, vozes se levantam e põem entonação! Com alarido apropriado formam convicção!

Estamos vivemos os primeiros dias do novo calendário, logo, vibrantes e expectativos de porvis flamantes, com vitórias dos galanteios sobre as intempéries. A esperança de mudanças ajuda, significativamente, no enfrentamento dos obstáculos que venham a sentar solidão a nossa frente! Isso ajuda a criar um alvéolo enigmático, ao mesmo tempo semeia novas verdades e nos faz pujantes para transpor e vencer os senões. Afinal, há necessidade de se enfrentar agruras, eis, somente houvesse facilidades a menor derrota representaria a “falência múltipla”!

Esse intróito no conduz ao raciocínio sobre as questões sociais do Brasil (minha pátria é a gaúcha), lá no Brasil, alguns “malucos” tentaram equacionar a questão ligada aos meninos sem famílias ou vivendo em questão de risco. Lá, por igual, do Mampituba pra cá, gentes de visão larga vivência sonharam dispor aos menores, meios de absorção do conhecimento e domínio de algum ofício, associado ao lazer, disponibilizando aos pequeninos e já adolescentes, espaço integral para convivência salutar, com atividades interativas, associando o conhecimento aos ofícios, a arte e o entretenimento. Eles sonharam e realizaram e disponibilizaram e instruíram e colheram frutos.

Vieram as colorações partidárias implantando suas mazelas e com elas mutilando e/ou descolorando os objetivos contidos nos sonhares balbuciados por “darcis”. Um sonho vivenciado junto às populações nativas, de anos e mais anos associados, em vivências junto às quais colhera a doçura na forma de educar e de viver daqueles que se entremeavam nas selvas, partilhando as benesses oferecidas pela mãe grande. Ousou o Darci, robustecido por outros “darcis”, e os CIEPs se tornaram realidade na ousadia de “brizas” e outros benfazejos sonhadores.

A escola da vida permitiu a Darci Ribeiro concluir pela ausência dos elementos essenciais na estrutura familiar de grande parcela populacional, e que de nada adiantaria tentar equacionar os problemas através dos meios até então conhecidos, ante a verdadeira escola do descaminho representada pelas casas de detenção, sem a devida oferta de algo palpável. Foram anos e mais anos de pesquisas e depois vieram as diretrizes, os meios e recursos a ser empregados.

A estrutura fora algo pensado com profunda sabedoria. Havia sido disponibilizada uma gama de recursos para se alavancar uma nova sociedade, livre dos vícios, através da socialização e em especial, da inclusão! Aliás, hoje, se ouve dia após dia, o emprego da inclusão! Darci, por óbvio, bem secundado, trouxe ao lume a solução para um problema que agora se mostra quase sem solução.

Quantos pais já choraram a partida de seus filhos, os quais poderiam estar aí representando o Brasil, em competições esportivas, laborando em indústrias, estar desenvolvendo projetos, auxiliando na própria erradicação dos males, tão comuns no tal Brasil, no atual momento. Fica plantada mais uma lição para uma classe inconsequente.

Advogado e tradicionalista. Escreve nas edições de quinta-feira.

Email: renatinhoadv@yahoo.com.br

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