Coluna de Renato Schorr

Quem não foi conivente
03 de Setembro de 2015 às 08:00

O Estado do Rio Grande do Sul está penando por minha causa!
Sim, também por nossa causa, talvez, por vossa máxima culpa!
Qual a sua culpa; Qual a minha; A de outrem; A de todos nós?
Inexiste santinho dentre os gaúchos! Uns mais e outros, menos!
O abismo se abriu, felizmente, enquanto há tempo se recuperar!
Entretanto deitou a cabeça em colo alheio, outrem, deveria ser!
Durante o pleito eleitoral, infindos comentários rolaram frouxos!
Silenciaram e silenciamos feito tumbas, agora agitamos o pago!
Lavar as mãos, embora isso, ainda há outros enchendo as mãos!
Aqueles que sempre levaram a prata continuarão levando pataca!
Os laboriosos cidadãos estão na mesma vala dos demais agentes!
Aquele cargo de confiança que exerceste, era mesmo necessário?
De cargo em cargo de confiança, te tornaste um encargo pesado!
Enquanto os outros trabalham, recolhiam impostos, só mamaste!
Há tantos anos, sanguessugas sangram os cofres do Rio Grande!
O exercício de funções públicas em outras secretarias, não abala?
Enquanto as contratações desnecessárias sangram o nosso erário?
Estás abrindo o bico agora, mas quando sugavas estavas sorrindo!
A lei vale para os outros, para os teus parceiros, abres as cancelas!
Obras desnecessárias as feitas sem critérios técnicos, qual a razão?
Viste algum asfalto ser reconstruído as expensas das empreiteiras!
A falta de qualidade do material contribuiu com a ruína de obras?
Rodovias recuperadas, deterioradas no andor! Houve o reembolso?
E os recursos jogados pela janela, em aeroportos, portos, rodovias!
Obras desnecessárias, outras inacabadas, recompensas de terceiros?
Materiais desprezíveis, obras “condenadas”, empreiteiros louvados!
Impostos adormecidos em cofres inadequados, sangria que faz falta!
Propinas exigidas em licitações públicas, olhos grossos para a obra!
Obrigações impontuais são resultados futuros funestos e impagáveis!
Diárias, viagens, notas irreais, combustível, motorista, vem do alto?
Acampados sob lonas recebendo salários mensais, partilhando-os...!
Agentes públicos percorrendo distâncias para arrecadar os vassalos!
Veículos de uma repartição utilizados para fins e agentes obscuros!
Agentes temporários, vencimentos altíssimos e sem produtividade!
As reformas pagas, serviços não realizados e trocas não procedidas!
A Lei que sangra o erário ajuda a esvaziar cofres, resultados! Onde?
Você, que estás “pilhando” recursos, onde chegamos? E a vergonha?
Alguém alcançou dois, recebendo um em retorno, ages com a razão?
A consciência humana dorme, e só se acorda quando a dor lhe bate!
Logo, mudanças são necessárias, a partir da lei e atitudes dos seres!
Olhar-se no espelho vicia, lançar vistas às futuras carruagens é prece!
 

Advogado e tradicionalista. Escreve nas edições de quinta-feira.

Email: renatinhoadv@yahoo.com.br

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