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Cine Missioneira completa 61 anos

A empresa que mantém o Cinema Cisne chega a seis décadas com novos desafios à frente

01 de Maio de 2012 às 14:00
Cine Missioneira completa 61 anos
Flavio Panzanhagem, sócio-proprietário do Cinema Cisne, destaca evolução da empresa

Nesta terça-feira, 1º de maio, a empresa Cine Missioneira completa seus 61 anos de existência. Fundada por Fiorindo Fantineli e Marcelo Mioso, a Cine Missioneira, inicialmente foi alocada no Cinema Municipal. Após um ano de fundação, entrou para sociedade Carlos Conrado Panzenhagen, avô de Flavio Panzenhagem, hoje sócio-proprietário do Cinema Cisne. “Na época meu avô entrou para a sociedade com o objetivo de construir o Cisne. Ele loteou umas terras que tinha, aonde hoje se encontra o Bairro São Carlos para isso”, relata Flávio.

Depois de seis décadas de batalha pela manutenção do cinema na capital das Missões, a empresa passou por vários momentos, alguns difíceis. “Nos anos 80, o cinema em geral caiu em decadência, muito pela ascensão do vídeo-cassete. A Cine Missioneira chegou a ter 16 sócios. E naquela época quase foi fechada”.

A crise foi controlada nos anos 90, quando a empresa estabeleceu um sistema de cotas de sócios. Em 1997, com o falecimento de seu pai, Helio Panzenhagen, Flávio entrou para a sociedade. “Antes disso eu já trabalhava na empresa. Segui dando continuidade ao trabalho do meu pai, que era não deixar o Cinema Cisne fechar através desse sistema de cotas. E foi com isso que conseguimos dar a estabilidade ao Cisne”, acrescenta.

NOVOS DESAFIOS

Atualmente a Cine Missioneira tem dois sócios, Flavio e sua esposa, Andressa Tesche, e oito funcionários, além de muitos projetos pela frente. Depois de proporcionar o cinema 3D à Santo Ângelo, os projetos de melhorias são: dar melhor acessibilidade aos espectadores, inclusive com banheiros para cadeirantes, instalar novas poltronas na sala 1, modernizar a cafeteria, informatizar a venda de ingresso e, por fim, digitalizar a sala 2. “São projetos para realizarmos até o final desse ano”, salienta Panzenhagen.

O cinema 3D, que marca uma nova era do cinema na cidade, tem atraído cada vez mais público não apenas de Santo Ângelo, mas de Santa Rosa, Giruá, Ijuí e Panambi, por exemplo. “Recebo inúmeras ligações do pessoal de fora pedindo reserva de ingressos. Para além do retorno econômico, o mais interessante é que as pessoas estão gostando e isso é o que nos conforta”, finaliza.

O filme Titanic na história do Cisne

O Titanic marcou a história do Cine Cisne. Em 1998, ele faria sua estreia em Santo Ângelo no dia do aniversário da empresa Cine Missioneira. Na ocasião, o avião que trazia a película não pode pousar no aeroporto e o filme só pode estrear em outra data.

Por coincidência, o filme que fez a estreia do cinema 3D no Cisne também foi o Titanic. E, novamente o filme não pode ser exibido na sexta-feira. Dessa vez, foram problemas técnicos na instalação do projetor 3D, que adiaram a estreia para o sábado. “O Titanic marcou, difinitivamente, a história do Cinema Cisne. Foi o filme que mais público atraiu para o cinema e também o que bateu o recorde de semanas em cartaz, sete”, salienta Flávio Panzenhagen.

Por Fernando Goettems (fernando@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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