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Credibilidade e transparência para manter a Associação em atividade

Série de reportagens chega ao fim com entrevista com o presidente da Asaf, Carlos Alberto Gonçalves

19 de Setembro de 2015 às 15:25
Credibilidade e transparência para manter a Associação em atividade
Pesidente da Associação Santo Ângelo de Futsal (Asaf), Carlos Alberto Gonçalves (Foto: Estevan Minini/JM)

Buscando mostrar as dificuldades e adversidades que as equipes do interior passam para conseguir se manter em atividade e continuar representando Santo Ângelo nas competições que disputam, o Jornal das Missões realiza uma série de reportagens abordando o cenário dos problemas que os times precisam enfrentar e quais são as alternativas para a superação destes desafios.

A sequência de matérias chega ao fim nesta edição, com a entrevista do presidente da Associação Santo Ângelo de Futsal (Asaf), Carlos Alberto Gonçalves. Nos sábados anteriores, a equipe do JM entrevistou o presidente da SER Santo Ângelo, Ricardo Timm, e o presidente da Associação Santo Ângelo de Futebol Feminino (Asaff), Osmar Campos.

Jornal das Missões: A Asaf recebe algum auxílio da Federação Gaúcha de Futebol de Salão para se manter em atividade?
Carlos: Não, com a Federação inclusive só temos custos. Não tem nenhum auxílio nesse sentido. Temos o custo de fichar as categorias que é R$ 200, 00 por categoria, então temos a despesa de R$ 600,00. Não há auxílio nem na ajuda de buscar alguma parceria ou algum patrocínio. Nesse ponto acredito que a Federação falha bastante, é um pouco omissa neste sentido de dar um suporte. Quem mantém eles são as equipes, então acho que eles teriam que encontrar um meio ou uma forma de trabalhar em conjunto para viabilizar e fortalecer. Eles poderiam vir aqui em Santo Ângelo e região e talvez reunir as empresas maiores e divulgar uma forma de buscar esse patrocínio, mostrar para as empresas que querem ajudar de que forma elas podem fazer isso, fazer a publicidade ou formular uma forma de marketing, de como vender melhor o Futsal. Isso eles não fazem. Acho que neste ponto são falhos e deveriam dar um suporte melhor para as associações.

JM: Qual é a receita da Asaf no ano e atualmente quem colabora com a Associação para que ela se mantenha em atividade?
Carlos: O orçamento realizado no início do ano para as três categorias que estão disputando o campeonato era no valor de R$ 100 mil, sem considerar a disputa da Taça Brasil. Mas a gente já sabe que vai além disso, com a Taça e até o final do campeonato vamos fechar em torno de R$ 160 mil. O valor é oriundo de empresas que nos ajudam. A Vonpar é a principal apoiadora, disponibilizando todo o uniforme de jogo e passeio para todas as categorias. Tem outras empresas que ajudam, entre elas a Unimed e várias empresas que auxiliam por mês com um valor, que expomos a marca destas empresas. Isso é uma parte da receita, outra parte é o plano de sócios, atualmente a Associação possui 100 sócios, que contribuem com valor pago anualmente, e a realização de eventos como o “galeto” e rifa. A prefeitura também ajuda, este ano está colaborando com transporte. Em jogos regionais disponibiliza o micro-ônibus e está nos cedendo algumas viagens que são um pouco mais longe, é a forma que se tem de apoio.

JM: Tudo isso supre as necessidades ou ainda falta alguma coisa?
Carlos: Com tudo isso vamos conseguindo manter a Associação em atividade, com tudo em dia. Com essas coisas que a gente faz, e com a rifa planejamos chegar até o final do ano. Economicamente a situação está estabilizada.

JM: O que você acredita que seja o diferencial da Associação?
Carlos: Acredito que o grande diferencial da Asaf seja a credibilidade da Associação. Temos um quadro grande de colaboradores, de pessoas envolvidas que trabalham pela Asaf, isso é um dos fatores que diferencia das demais. Além disso, a transparência que a Asaf tem para com o trabalho que realiza, anunciando tudo o que é realizado, como fizemos recentemente quando mostramos o balanço do semestre. Acho que isso faz com que na hora de você pedir ajuda para a comunidade você seja melhor aceito. O projeto social que nós implantamos é uma das coisas que faz com que pessoas ajudem pela emoção. Todo mundo quando colabora, como por exemplo com a rifa, não compram pelo prêmio, mas por ajudar o trabalho da Asaf. Então, sentimos uma ajuda pela transparência, pelo trabalho que anunciamos. Acho que devemos anunciar as coisas que a gente faz, porque quem ajuda precisa saber onde está colocando o dinheiro, saber que aquilo que eles estão ajudando e investindo é para uma coisa boa, tendo a segurança de que o que estão aplicando na Asaf está sendo bem empregado. Acredito que isso é uma coisa que ajuda a manter a entidade.

JM: Os jogadores da Asaf recebem alguma ajuda de custo?
Carlos: Não, os jogadores que temos são de categorias de base e não temos condições, ainda, de dar alguma ajuda de custo para eles. Porém, eles têm tudo livre, como viagem e alimentação. Se precisarem de alguma consulta ou remédio damos todo o suporte. Na categoria Sub-20 estipulamos um prêmio para eles, com base na produtividade dos jogadores, pois já é uma categoria com jogadores de 18 anos que já precisam de um incentivo, então para eles tem uma gratificação dependendo do resultado que alcançarem.

Fonte: Jornal das Missões

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