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Eletrosul inicia operação da Usina Hidrelétrica Passo São João, em Roque Gonzales
21 de Março de 2012 às 11:20
Eletrosul inicia operação da Usina Hidrelétrica Passo São João, em Roque Gonzales
Vista aérea do lago do Rio Ijuí e da casa de força. Crédito:Aloísio Antes

A Eletrosul Centrais Elétricas S.A., controlada da Eletrobras, colocará em operação, nesta quarta-feira (21), a primeira unidade geradora da Usina Hidrelétrica (UHE) Passo São João, no Noroeste do Rio Grande do Sul. O empreendimento é um marco do retorno da estatal à geração hidrelétrica e da recomposição de seu parque de usinas, inteiramente privatizado no final da década de 90.

A UHE Passo São João aproveita o potencial hidrelétrico do Rio Ijuí, nos municípios de Dezesseis de Novembro e Roque Gonzales (aproximadamente 600 quilômetro de Porto Alegre), e irá gerar até 77 megawatts (MW) - duas unidades geradoras com 38,5 MW cada - energia que atende ao consumo de aproximadamente 580 mil habitantes. A previsão é de que a segunda turbina entre em operação em maio.

Foram investidos aproximadamente R$ 595 milhões nesse empreendimento que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A usina irá ampliar a capacidade de geração de energia do Rio Grande do Sul e, principalmente, da região das Missões. Nacionalmente, a UHE Passo São João aumenta a qualidade e a segurança do sistema elétrico. Durante as obras, foram gerados perto de 2,6 mil empregos diretos e indiretos.

“O Rio Grande do Sul está entre os estados que mais contribuem com o PIB brasileiro. É a quarta economia do País. Com essa obra e outros investimentos em geração e transmissão, estamos dando nossa parcela de contribuição para que o estado continue crescendo”, afirmou o presidente da Eletrosul, Eurides Mescolotto.

A energia gerada pela UHE Passo São João será transportada por uma linha de transmissão (69 kV), de 33,5 quilômetros, à Subestação Missões, pertencente à Eletrosul, no município de São Luiz Gonzaga. Essa unidade é a responsável pela conexão da usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A UHE Passo São João foi o primeiro empreendimento arrematado em leilão pela Eletrosul, em dezembro de 2005, depois que a empresa foi retirada do Plano Nacional de Desestatização e autorizada a retomar os investimentos em geração e transmissão, por meio da Lei nº 10.848, de 15 de março de 2004.

Para o diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, o empreendimento é um marco para a empresa não só pelo retorno à geração hidrelétrica mas, também, pelo resultado positivo das ações socioambientais desenvolvidas paralelamente à obra. “A Usina Passo São João começa a consolidar a Eletrosul como empresa de geração hidrelétrica e reafirma sua capacidade técnica e empresarial, além de ser um exemplo concreto da possibilidade de integração com as comunidades do entorno de empreendimentos hidrelétricos”, complementou o executivo.

A UHE Passo São João é uma usina a fio d’água, ou seja, seu reservatório tem somente a função de manter o desnível necessário para a geração de energia. A usina é constituída de uma barragem, que utiliza um canal de adução para conduzir a água até a casa de força, de forma a aproveitar a queda natural do rio Ijuí.

O reservatório da usina tem aproximadamente 20 quilômetros quadrados e abrange os municípios de Roque Gonzales, Dezesseis de Novembro, São Luiz Gonzaga, São Pedro do Butiá e Rolador. As prefeituras de Roque Gonzales e São Luiz Gonzaga estão transformando o entorno do lago em áreas de lazer, com praias artificiais e estrutura de visitação.

Também na beira do lago, uma construção germânica da década de 30 está sendo reformada e ampliada para dar lugar à Casa da Memória. A proposta do espaço será a de incentivar o resgate histórico-cultural da região, além de se tornar mais uma opção de visitação no município.

No decorrer das obras, foram desenvolvidos vários programas ambientais, que contemplaram ações como a recuperação de áreas degradadas, reposição florestal e de conservação de espécies ameaçadas da fauna local. No canteiro de obras, o cuidado com o gerenciamento dos resíduos foi permanente.

Na área social, foi desenvolvido o projeto (RE) Aproveitar, envolvendo moradoras de Roque Gonzales, integrantes do Clube de Mães Saúde e Alegria. Elas receberam treinamento para elaboração de produtos de higiene e limpeza feitos a partir do óleo usado da cozinha do refeitório da obra. Já por meio do projeto Costurando Caminhos, moradores do entorno da usina participaram de curso de corte e costura para capacitá-las para o mercado de trabalho e como oportunidade de fonte de renda. Foram usados materiais de descarte de equipamentos de proteção individual (EPIs) como matéria-prima dos trabalhos artesanais.

As ações socioambientais procuraram conciliar o fomento a atividades econômicas com práticas sustentáveis de reaproveitamento de resíduos.

Fonte: Eletrosul

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