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Acusado de agredir colega no caso do bullying diz que não agiu com preconceito
21 de Março de 2012 às 22:00

Familiares do jovem acusado de agredir o colega de 15 anos que assumiu ser homossexual, no Colégio Onofre Pires, entraram nesta quarta-feira em contato com a reportagem do JM, onde apresentaram a versão do garoto.

Em nota ele afirma que não agiu com preconceito. Confira o que diz:

“As pessoas têm o costume de falar o que não sabem. Formam uma ideia já pré-estabelecida, emitem uma verdade antes de procurar saber a origem do fato. Para se ter uma opinião e falar sobre qualquer que seja o assunto, é preciso ouvir e neste caso, ouvir ambas as partes.

É muito fácil chegar acusando, passando-se por vítima, usando palavras não ditas, preconceito não existente para livrar-se de seu próprio transtorno psicológico. Do seu não aceitamento e como autodefesa jogar a culpa para cima dos outros, no caso sobre alunos e professores.

Tudo começou há mais ou menos quinze diass, quando um colega novo chegou à sala de aula, um garoto extremamente inquieto, que pertubava a turma, mandava os colegas calarem a boca, provocava e agredia verbalmente principalmente as meninas. Não podia ser contrariado que dizia: ‘Estão agindo com preconceito sobre minha pessoa.’

Preconceito o que? É preciso deixar um garoto de 15 anos fazer o que quer, ofender e faltar respeito com as pessoas, porque se não ele diz estar sofrendo bullying, que estão discriminando com relação à sua opção sexual.

Na terça-feira passada tive aula pela parte da tarde, que foi quando tudo aconteceu. O colega novo estava atrapalhando a minha concentração, então pedi para que ele parasse, ficasse quieto. Pois eu estava interessado na matéria que a professora explicava. Ele então me respondeu: ‘Não vou parar, não tenho medo de ti.’ O garoto ainda sussurrou baixinho palavras que não consegui entender.

Ao terminar a aula saímos e foi quando ele começou a me chamar e me xingar, então fui em direção a ele, foi quando ele tirou um lápis da mochila e veio para cima de mim tentando ferir o meu pescoço. Fiquei perplexo, minha reação foi dar risada, não estava acreditando no que estava acontecendo. Segurei o braço que o garoto estava com o lápis e ele começou a me bater com o outro braço, foi aí que percebi que a intenção do garoto era de me machucar, então derrubei-o no chão com uma rasteira, deixei imobilizado e ele começou a pedir socorro. Nossos colegas me tiraram de cima dele, foi então que chegou a diretora e os colegas que me seguraram, me soltaram e eu saí, não fiquei para explicar o porquê de tudo aquilo. Foi tudo o que aconteceu. Em momento algum falei que tinha uma faca.

Não houve agressão verbal, preconceito ou bullying da minha parte e nem dos colegas, não entendo por que ele está fazendo isso?! Por que não fala a verdade?

Você não sabe o bem que ia fazer a si próprio falando a verdade. Concordo que agi de forma errada, devia ter tentado conversar e ajudá-lo.

Quero deixar bem claro que se devo, tenho que pagar, mas ninguém faz nada sozinho, ambos têm culpa. Estou muito triste. Mas tudo bem! A verdade, mesmo tardia, ela vem.”

Fonte: Jornal das Missões

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