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Centro Histórico é tombado de forma provisória pelo Iphae

Intenção é proteger o patrimônio arqueológico existente no local e no entorno

08 de Junho de 2012 às 16:40
Centro Histórico é tombado  de forma provisória pelo Iphae
Polígono caracterizado pelo Centro Histórico é compreendido pela área da Avenida Rio Grande do Sul até a Sete de Setembro e da Rua Marechal Floriano à Rua 15 de Novembro

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado-Iphae, no começo deste mês abriu processo administrativo para análise da proposta de tombamento da área do sítio arqueológico da antiga Redução Jesuítica de Santo Ângelo Custódio.

A solicitação de tombamento partiu da sociedade civil organizada através da Oscip Defender, que encaminhou um abaixo-assinado para a Secretaria Estadual de Cultura.

Juliani Borchardt, delegada da Oscip, diz que a intenção é proteger o patrimônio arqueológico existente no local e proteger a área contra a sucessiva descaracterização de seu patrimônio histórico, ocasionada pelas demolições de edificações históricas para construção de novas edificações.

Conforme ela, a mobilização local iniciou em fevereiro desde ano e no mês de maio teve início o abaixo-assinado, com mobilização através das redes sociais.

“Estamos fazendo história, pois com a mobilização a comunidade e principalmente as futuras gerações terão um Centro Histórico com seu entorno amplamente preservado”, diz Juliani Borchardt.

O diretor do Iphae, Eduardo Hahn, explica que a abertura do processo administrativo segue descrição do Ar.12 do Decreto nº 2.299 de 8 de outubro de 1993, elaborado pela prefeitura de Santo Ângelo.

Tal proposta se caracteriza pela área que abrange todos os quarteirões existentes dentro do polígono caracterizado por Centro Histórico: ao Sul pela Avenida Rio Grande do Sul; ao Leste pela Rua Marechal Floriano; ao Norte pela Rua 7 de Setembro e ao Oeste pela Rua 15 de Novembro.

Em correspondência do diretor do Iphae ao prefeito de Santo Ângelo, Eduardo Loureiro, ele esclarece que o processo administrativo caracteriza o tombamento provisório da área.

“Isso quer dizer que todas as alterações propostas a partir de agora deverão ter seu projeto arquitetônico encaminhado ao Iphae para serem analisados e previamente aprovados, antes de sua execução”, afirma Eduardo Hahn.

Juliani Borchardt acredita que a partir dessa intervenção do Iphae, em breve haverá uma legislação definitiva declarando todo o Centro Histórico de Santo Ângelo tombado como Patrimônio Histórico.  

Por Paulo Renato Ziembovicz – Especial/JM

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