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Três crianças já estão em lares provisórios através do programa Família Acolhedora

Em Santo Ângelo, outras 12 famílias estão aptas a acolher crianças

25 de Abril de 2013 às 09:16
Três crianças já estão em lares provisórios através do programa Família Acolhedora
Promotora Paula Mohr e juiz Luis Carlos Rosa com integrantes da equipe técnica do programa. Foto: Odair Kotowski/JM

O Juizado Regional da Infância e Juventude, a Promotoria de Justiça da Infância e Juventude de Santo Ângelo e Secretaria Municipal de Assistência Social apresentaram na manhã desta quarta-feira (24), no auditório do Ministério Público, o resultado do programa Família Acolhedora, iniciativa pioneira no Rio Grande do Sul.

O programa existe desde 2012 através de lei sancionada pelo ex-prefeito Eduardo Loureiro. Neste momento há dois adolescentes e um bebê de seis meses em lares provisórios aguardando para retornar às suas famílias de origem ou serem encaminhados para a adoção.

Também estão sendo analisados outros processos para que quatro crianças sejam acolhidas já a partir da próxima semana. Segundo o juiz de Direito, Luis Carlos Rosa, o programa possui 12 famílias aptas para acolher crianças e adolescentes por um período máximo até dois anos. Hoje, quase 60 crianças, a maioria vítimas de maus tratos, abusos, abandono e negligência, estão em abrigos do município. “Precisamos continuar divulgando o programa para sensibilizar as famílias ainda mais e tentar encontrar um lar provisório para estas crianças”, destaca Rosa.

A promotora de Justiça, Paula Mohr, explica que o programa prevê até 15 acolhimentos ao mesmo tempo. Para cada criança acolhida, a família recebe do Município o valor de um salário mínimo como subsídio financeiro. “A ideia do programa é a temporariedade com a qual a criança fica com a família. Representa a possibilidade da continuidade da convivência familiar e comunitária em ambiente sadio”, frisa.

O processo é acompanhado por uma equipe técnica – formada pela assistente social Juliane Faleiro, pela psicóloga Geovana Vieira e pela pedagoga Lorena Dutra Balbé – que faz o acompanhamento desde o cadastro e ingresso até o desligamento das famílias.

Uma funcionária pública acolheu em sua casa um adolescente. Diz que escolheu o menino devido ao seu histórico de disciplina e educação que já possuía no abrigo, local onde ele estava desde os seis anos de idade. Aos 14, ele foi acolhido e diz que não quer mais ficar longe da sua família acolhedora. “Eu quero preparar ele para a vida”, afirma a mãe acolhedora.

As famílias interessadas devem se cadastrar no Centro de Referência Especializada da Assistência Social (Creas), localizado na Rua Carlos Gomes, 555, Centro Norte. O telefone é (55) 3313-2850.

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Professor doutor Mauro Gaglieti, coordenador do curso de Formação de Mediadores

Por Odair Kotowski (odair@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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