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Cpers opta por greve geral por tempo indeterminado

Greve foi decidida em Assembleia Geral, que aconteceu na tarde de hoje (23), em Porto Alegre

23 de Agosto de 2013 às 20:45
Cpers opta por greve geral por tempo indeterminado
Presidente do 9º Núcleo do Cpers, Marlene Stochero, pede para que pais não mandem filhos à escola

Professores estaduais ligados ao Cpers/Sindicato aprovaram a convocação de greve da categoria. A paralisação por tempo indeterminado foi votada nesta sexta-feira (23) em assembleia que ocorreu no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre.

ASSEMBLEIA GERAL DO CPERS

Cerca de 2 mil trabalhadores da educação, dos 42 núcleos regionais do Cpers, foram favoráveis à greve. Segundo a presidente do 9º Núcleo do Cpers, Marlene Stochero, Santo Ângelo tinha sido anteriormente contrária a greve. “Porém, acatamos o que foi deliberado na assembleia geral. Este é o último recurso que os trabalhadores da educação têm para pressionar o governo a atender nossas reivindicações”, salienta Marlene.

Conforme a presidente o Cpers aguarda agora a manifestação do Governo do Estado para as negociações. “Para nós não houve avanço nas negociações, principalmente com relação ao cumprimento da Lei do Piso, a abertura de concursos e a reavaliação da escola politécnica”, afirma Marlene.

POSIÇÃO DA 14ª CRE

Contudo, para a coordenadora adjunta da 14ª CRE, Tânia Santiago, o governo cumpriu com todas as exigências, menos com relação ao piso. A coordenadora explica que o piso, que era vinculado ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e agora, conforme lei federal, está associado ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), torna o pagamento inviável.
“Nós entregamos a resposta a todas as reivindicações. O Cpers está passando a impressão de que nada foi feito. Mas estamos buscando atender a todos os pontos. Muitas vezes esbarramos em questões burocráticas”, ressalta Tânia.

Para a coordenadora adjunta, a posição da categoria é radical e os sindicalistas devem arcar com as consequências da greve. “Os alunos têm garantido o direito de ter 800 horas/aula, ou 200 dias letivos. Há o risco do salário destes professores ser descontado por essas horas paradas”, salienta.

SEDUC ORIENTA A ABERTURA DAS ESCOLAS

Em coletiva na tarde de sexta-feira (23), o secretário de Estado da Educação, Jose Clovis de Azevedo, informou que diante da decisão por greve, estão em suspenso todos os avanços propostos como, por exemplo, as promoções de 2003-2012, o abono de faltas relativo a atividades sindicais entre 2008-2010 e a inclusão de servidores que atuam em escolas, no plano de carreira. “A deflagração de uma greve neste momento significa um rompimento unilateral nas negociações”, disse.

A secretária-adjunta, Maria Eulalia Nascimento, afirmou que os pais devem procurar as direções escolares e tensionarem os professores a manter as aulas. “Diante de tantos avanços na educação no governo Tarso Genro, os pais podem tensionar os professores à não adesão à greve e propor o diálogo, uma mesa de negociação como a Seduc já propôs ao Sindicato”, afirma.

A paralisação começa na segunda-feira (26) e a presidente do Cpers pede para que os pais não mandem seus filhos para as escolas a partir desta data. 

Fotos vinculadas

Coordenadora adjunta da 14ª CRE, Tânia Santiago defende o governo e afirma que todas reivindicações foram respondidas

Por Taís Machado (tais@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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