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Fenaban e bancos públicos apresentam propostas à categoria

Greve permanece pelo menos até a próxima segunda-feira, quando bancários debaterão proposta

04 de Outubro de 2014 às 06:30
Fenaban e bancos públicos apresentam propostas à categoria
Em greve, bancários permanecem paralisados pelo menos até a próxima segunda-feira (Foto: Murian Cesca/JM)

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) convocou no final da tarde de ontem (3) uma assembleia com o objetivo de apresentar nova proposta aos bancários. A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil seguiram pelo mesmo caminho, convocando, também para o final da tarde de ontem, uma reunião com a categoria dos bancários da rede pública de bancos e apresentando uma nova proposta à categoria.

Os bancários, no entanto, devem analisar as propostas individualmente na próxima segunda-feira (6) e decidir se aceitam o proposto pelos banqueiros ou permanecem em estado de greve.
“Não foi possível realizar a análise na sexta-feira em função da demora que essas reuniões costumam ter, mas já na segunda pretendemos fazer a análise e informar se aceitamos ou permaneceremos paralisados”, afirma o diretor financeiro do Sindicato dos Bancários de Santo Ângelo, Aldomir Foza.

INSATISFAÇÃOCOM O SALÁRIO
Questionado sobre a reclamação por parte dos clientes que precisam utilizar os serviços bancários, Foza destaca que não há outra maneira de mobilizar os banqueiros que não a greve.

“Muitos alegam que fazemos greves anualmente e que ganhamos bem, porém não é, em total, verdade. Os bancários já ganharam bem, sim, mas foi em outra época. Hoje, nosso salário não corresponde ao que precisamos”, afirma, acrescentando que todo aumento é revertido à própria comunidade, tendo em vista que o incremento salarial é gasto dentro da economia local. 

ADESÃO NO RS
Dos 1.752 bancos do Estado, 987 aderiram à paralisação até o terceiro dia de greve da categoria. O número revela que 56% das agências bancárias restringiram os serviços apenas aos caixas de autoatendimento. Ao todo, 600 bancos estão fechados no Interior e 387 em Porto Alegre e região Metropolitana, segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS).

A greve foi deflagrada após a recomendação do Comando Nacional de Greve de rejeitar a proposta da Federação Nacional dos Bancos, que previa 7,5% de reajuste nos salários e 8% no piso. A categoria exige reajuste de 12,5% e piso fixo em R$ 2.979,25, entre outras demandas.

Por Talita Mazzola (talita@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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