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Hospital Santo Ângelo deve debater na próxima semana se acolhe UPA

Reunião será marcada com lideranças locais a fim de encontrar uma solução para o funcionamento

25 de Outubro de 2014 às 08:30
Hospital Santo Ângelo deve debater na próxima semana se acolhe UPA
Unidade de Pronto-Atendimento está concluída e aguarda definição de mantenedora e contratação de profissionais para início de funcionamento (Foto: Arquivo/JM)

Na última semana, estiveram reunidos membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude) para debater questões pertinentes à sociedade santo-angelense, como o desenvolvimento industrial e a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Bairro Pippi. Esta última, por sua vez, tema de amplo debate pelo Comude e demais entidades do município.

“Foi apresentado aos membros do Comude o retorno que recebemos da Unimed Missões de que eles não estariam interessados em assumir a administração da UPA. Há uma conversa com o Hospital Santo Ângelo, porém eles nos disseram que gostariam de discutir a questão apenas após o término das eleições”, esclarece o presidente do Comude, Diomar Formenton.

O Comude entende, segundo o presidente, que seria importante a UPA absorver a demanda de trabalho do Posto da 22 de Março. “Assim, os custos para manutenção do posto passariam a custear também a UPA”, explica ele, deixando como sugestão uma forma de angariar fundos para a manutenção da unidade.

NEGATIVA DA UNIMED
Em contato com o Jornal das Missões, o presidente da Unimed Missões, César Bellinaso, explicou que a negativa da Unimed em assumir a UPA se deu pelo fato de o orçamento disponibilizado estar muito aquém dos recursos disponíveis. “Os valores que vêm para ser desenvolvido o projeto da UPA são pequenos. Não estamos fechados a negociações futuras. Se o projeto mudar, podemos voltar a conversar, mas da forma como se encontra não temos condições”, afirma.

POSSIBILIDADE COM O HSA
O provedor do Hospital Santo Ângelo, Bruno Hesse, afirmou que vai agendar para a próxima semana uma reunião com representantes da área da saúde, Comude e prefeito para debater a questão referente ao HSA assumir a UPA. Segundo ele, a equipe técnica já realizou estudos e cálculos e encontrou valores, mas antes de qualquer pronunciamento será necessária uma reunião com as lideranças. “Queremos ajudar na saúde do município, mas não podemos dar uma posição antes de debatermos algumas questões importantes”, destacou. 

POSIÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE
De acordo com a diretoria do Conselho Municipal de Saúde, existem muitas dificuldades que ainda precisam ser revistas para que a UPA entre devidamente em funcionamento. Eles entendem as dificuldades das instituições privadas em assumir o funcionamento da unidade devido à grande quantidade de investimentos, dada a manutenção e pagamento dos funcionários que serão necessários para atuar na UPA.

“Serão aproximadamente 150 funcionários que precisarão trabalhar na UPA. O pagamento destes, somando a manutenção, terá de ser de aproximadamente R$ 1 milhão. Desse total, R$ 300 mil viriam do governo federal, R$ 150 mil do governo estadual e R$ 450 mil o Município teria de abraçar, por isso é importante que a instituição que resolver abraçar a UPA tenha conhecimento de que terá de arcar com esses custos sabendo que o repasse do governo não reajusta como os salários”, comenta a secretária do conselho, Janira Mânica.

Ela explica ainda que o governo do Estado deu indicação de um adiantamento dos valores para a manutenção da UPA durante três meses, tempo esse em que a unidade deverá funcionar nos moldes nos quais foi projetada. “Depois desses três meses, um fiscal do Ministério do da Saúde vem ao município para conferir se está tudo igual ao que prevê o projeto. Se sim, eles enviam os recursos; se tiver algo diferente, não enviam nada”, afirma.

DIFICULDADES
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Jerônimo Riechel, explica que entre as principais dificuldades está a manutenção dos profissionais necessários para atender na UPA. “Teria de ter dois pediatras e dois clínicos gerais durante o dia e um pediatra e um clínico geral à noite. Os clínicos, até se conseguiria, mas os pediatras eu acho muito difícil”, esclarece. Já o vice-presidente da entidade, Idair Machado, analisa que outra dificuldade é a manutenção mês a mês.

Por Talita Mazzola (talita@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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