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Professores decidem manter greve no Estado

Audiência na capital entre Governo e Comando de Greve terminou com grupo insatisfeito

02 de Junho de 2016 às 09:00
Professores decidem manter greve no Estado
Durante reunião na capital, manifestações do 9º núcleo do Cpers ocorreram na Praça Leônidas Ribas (Foto: Divulgação)

Terminou sem avanços a terceira reunião entre o comando de greve dos professores e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), na manhã da terça-feira (31), realizada na capital do Estado. O grupo foi recebido pelo secretário Vieira da Cunha. Enquanto a audiência ocorria em Porto Alegre, em Santo Ângelo, integrantes do 9ª Núcleo do Cpers se reuniram em caminhada e vigília na Praça Leônidas Ribas.

A conversa entre Governo e Comando de Greve encerrou com o grupo de professores insatisfeito e com a decisão pela continuidade do movimento. Segundo a presidente do Cpers/Sindicato, Helenir Schürer, “a contraproposta apresentada pelo secretário não contempla nada da nossa pauta. Segue a greve, vamos continuar fortalecendo o movimento a partir de hoje. O governo apresentou absolutamente nada. Tenho certeza de que isso vai indignar ainda mais a categoria. A greve é um instrumento dos trabalhadores que tem de ser respeitada. A greve só acaba após uma negociação respeitosa, e não estamos tendo”.

De acordo com a diretora-geral do 9º Núcleo do Cpers, Lucia Beatriz Bardo Rosa, “avaliamos, conforme o comando estadual, que não temos como aceitar a contraproposta apresentada, pois não responde às nossas reivindicações. Sabemos que a greve continua forte, assim como as ocupações nas escolas, em grande número no Estado”. Lucia explica que em Santo Ângelo as escolas não estão mais ocupadas, porém, os alunos permanecem apoiando o movimento através da participação em mobilizações.

Entre as reivindicações da categoria estão o fim do parcelamento de salários, reajuste de 13,1% nos vencimentos, cumprimento da lei do piso, que hoje estaria 69,44% defasado, de acordo com o sindicato, IPE com pleno atendimento e sem aumento de descontos, o fim do fechamento de turmas e escolas e a disponibilidade de merenda para todos os alunos.

Segundo o secretário Vieira da Cunha, uma contraproposta foi apresentada, mas não foi aceita pelo comando de greve. No documento entregue ao grupo, o governo diz que “a atividade econômica continua recessiva, o que tem implicado na redução da arrecadação de impostos. A situação da dívida do Estado com a União também não está equacionada, o que significa impossibilidade material, no momento, de atendimento da reivindicação de reajuste salarial”.

A coordenadora da 14ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Tania Santiago e a coordenadora adjunta, Enida Lange, estão na capital esta semana, onde participam de reuniões sobre esta pauta. Elas retornam hoje de Porto Alegre e amanhã concedem entrevista coletiva na 14ª CRE, com foco em questões educacionais relacionadas à greve. 

Fonte: Jornal das Missões

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