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Skatista morre após sentir-se mal em pista na Praça do Brique

Familiares e Associação de Skatistas suspeitam que o garoto tenha tido uma parada cardiorespiratória

30 de Janeiro de 2012 às 22:00

O skatista João Vitor da Silva, 12 anos, morreu por volta das 16h de sábado (28), após sentir um mal estar, na pista de skate, na Praça Leônidas Ribas. Os familiares e a Associação de Skate Santo Ângelo (ASSA) suspeitam que o garoto tenha tido uma parada cardiorespiratória, mas, revoltados, criticam a demora do socorro por parte do Samu/Salvar.

Segundo o amigo, Gerson Schadeck, que prestou os primeiros socorros, o menino estava sentado em cima de seu skate, olhando os demais amigos executarem suas manobras, em cima da pirâmide. De repente, teria levantado, agarrado o seu skate e, em seguida, caído ao chão, como se tivesse desmaiado. “Corri para perto dele e fiz duas massagens cardíacas. Em seguida veio um policial militar que fez outra massagem. Tentávamos reanimá-lo até que o socorro chegasse. Enfim, chegou a ambulância dos bombeiros, porém, sem o desfibrilador, e levou o João Vitor até o hospital. Enquanto ele estava na praça, ainda respirava calmamente. Suspeitamos que ele morreu a caminho do hospital. O Samu, só veio depois de uns 40 minutos; aí já era tarde”, relembra.

Schadeck afirma que de 15 garotos que estavam na praça naquele momento, apenas João Vitor não estava andando com o skate.
O presidente da ASSA, Edson Reginaldo, demonstrou indignação com o ocorrido. “Nossa maior tristeza é perder um companheiro pela demora do atendimento do Samu. Foram mais de 40 minutos de espera. O menino já havia tido três convulsões. Temos 70 integrantes cadastrados em nossa associação e posso afirmar que não foi a prática do skate que provocou a morte do João”, ressalta.

João Vitor era estudante da 5ª série do ensino fundamental, no Instituto Odão Felipe Pippi. Morava no bairro Cristal com os pais; o vigilante Alessandro da Silva e a massagista Francimara Maicá. Segundo a mãe, João andava de skate há oito meses. Seu irmão, Antônio Augusto, foi quem havia ensinado-lhe. “Naquela tarde, ‘após o skate’ levaria ele para comprar os materiais escolares. Hoje estou perdida, mas me tranquilizo sabendo que ele morreu fazendo o que mais gostava”, disse a mãe, agradecendo o apoio de amigos, da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros.

Francimara afirmou que o filho sofria de dores na cabeça, mas que estava bem.

O Samu/Salvar não se manifestou sobre o caso. 

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Por Odair Kotowski - odair@jornaldasmissões.com.br

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