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Santo-angelense Maria Eduarda Meotti vence 9º Canto Piá Missioneiro na categoria Mirim

Artista mirim interpretou a canção "Jujo de hortelã"

23 de Maio de 2017 às 09:25
Santo-angelense Maria Eduarda Meotti vence  9º Canto Piá Missioneiro na categoria Mirim
Maria Eduarda Meotti interpretou a canção “Jujo de hortelã” (Foto: Fernando Gomes)

No 9º Canto Piá Missioneiro, a vencedora na categoria Mirim foi uma “guria” santo-angelense. Maria Eduarda Meotti levou o primeiro lugar com a interpretação da música “Jujo de hortelã”. Ela tem 13 anos e estuda no Instituto estadual de Educação Odão Felipe Pippi. Para a pequena artista, a participação no Festival foi a realização do seu sonho e de sua família.

Esta foi a estreia de Maria Eduarda em festivais nativistas. Ela participa de rodeios artísticos tradicionalistas na região e atualmente é 2ª Prenda Juvenil da 3ª Região Tradicionalista, representante do CTG Tio Bilia, de Santo Ângelo. Ela conta que começo a cantar no meio tradicionalista: “em preparação para um rodeio regional, descobri que cantava. Comecei a ganhar troféus nestes rodeios e a vontade e o sonho de cantar no Canto Missioneiro foi aumentando”, destaca.

A canção interpretada por Maria fala da solidão de um andarilho, que encontra o amor. “Interpretar essa música foi muito especial. Um momento único e singular. Eu escolhi essa canção, pois além de achar muito bonita, me desafiou bastante e eu sempre gostei de desafios. Ela tem um significado especial pois fala do amor, e para mim, o amor é um dos sentimentos mais bonitos. Eu gosto de cantar o amor e por isso escolhi ela”, destaca.

A artista conta que desde muito pequena acompanha o Festival e cantar em alguma edição sempre foi seu sonho, em especial, por ter pessoas da família participando do evento. “Com isso, a vontade cresceu, e também por eu ver como o Festival também estava crescendo, tomando uma grande dimensão”, afirma.
Maria Eduarda trabalhou muito até chegar na realização de seu sonho que, segundo ela, não foi alcançado “de primeira”. No ano passado a artista mirim também se inscreveu no Festival, mas não passou na triagem. E nem por isso desistiu. Neste ano, gravou a música “Jujo de hortelã”, que ficou classificada em primeiro lugar na triagem de músicas. “Obter a maior nota na triagem foi uma responsabilidade muito grande. Meu intuito não era pegar o troféu, era fazer bonito naquele palco, que eu vejo como um palco sagrado. Foi um momento especial pois eu estava muito tranquila. Eu subi no palco e me senti acolhida, como se eu estivesse na minha casa. Foi muito importante poder ter feito a minha apresentação, passado a minha mensagem, através daqueles versos lindos para o público que estava lá”, comenta a cantora, ressaltando a beleza da música com letra de Romulo Chaves e melodia de Claudio Schneider.

As mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço no cenário nativista, e a vitória de Maria Eduarda não deixa de ser um exemplo. “Desde muito pequena gosto e me identifico com a nossa música regional, com a nossa música nativa. Fico muito feliz em ver esse crescimento, a maneira como as mulheres estão entrando no cenário dos festivais nativistas, pois eu sempre me inspirei em mulheres como, Shana Müller, Analise Severo e Juliana Spanevello”. Para Maria Eduarda, são artistas que lhe despertam olhar de admiração, respeito e carinho.

A vencedora destaca que “a arte é de igual pra igual. Cada um oferece a sua e cada um diz a sua verdade”, reforçando a felicidade em ganhar o Canto Piá, que teve a participação de meninos e meninas na mesma categoria. “Tanto as meninas quanto os meninos são muito bons e fortes”, completa. Para ela, a arte é aprender, é ensinar, e é acima de tudo, amor. 

Fonte: Jornal das Missões

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