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Em entrevista, delegada revela que morte de comerciante ocorreu cerca de sete horas após assassinato de faxineira

Angelita Ribas Peppe teria sido morta por volta de 6h de sexta-feira (23)

29 de Junho de 2017 às 09:45

A titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), delegada Elaine Maria da Silva, informou nesta quarta-feira (28), em entrevista ao repórter Irani Brum, da Rádio Santo Ângelo que a morte do comerciante João Pedro Ribas de Almeida, 37 anos, teria ocorrido cerca de sete horas depois do assassinato da faxineira Angelita Ribas Peppe, 47 anos, por volta de 6h da manhã, na última sexta-feira (23), em um duplex localizado na Rua Antunes Ribas, Centro.


A confirmação veio depois que familiares de João disseram à polícia que ele teria visualizado mensagem no WathsApp por volta de 12h50min. O auto de necropsia emitido pelo Departamento Médico Legal também apontou que o provável horário da morte do comerciante ocorreu às 13h30min. “E isso nos deixou intrigado pelo fato de que já acreditávamos que o óbito dele teria ocorrido depois da morte da Angelita. Ainda não sabemos o que ele teria feito durante a manhã. Se ele saiu do apartamento e voltou ou se ele permanceceu no local até a sua morte, supostamente por suicídio”, falou.


Elaine ainda disse que a chave do apartamento onde os corpos foram encontrados estavam no lado interno da porta. O auto de necropsia apontou que Angelita foi encontrada com cinco ferimentos no corpo causados por uma arma de fogo, dentre eles, um em uma das mãos. “Este tiro pode ter atingido a mão, no momento em que ela teria tentado se defender. O disparo então transfixou a mão e atingiu o peito dela”, observa Elaine descrevendo que três disparos teriam atingido a região do peito, outro a região do abdômen e outro uma das mãos.


A delegada também respondeu que os disparos que atingiram Angelita puderam ser ouvidos por vizinhos do prédio. Já o tiro que matou João, pode ter “se diluído” ao barulho da cidade já que ocorreu em um horário de pico de carros e não teria sido ouvido.


A Polícia Civil apreendeu o aparelho celular que pertencia a João. Nele, foram encontradas algumas mensagens amorosas enviadas à Angelita, o que levanta a suspeita de que os dois teriam um relacionamento amoroso extraconjugal. 

Fonte: Jornal das Missões

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