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‘Vespeando al mundo’: uma história de viagem pela América do Sul

A bordo de Antônia, a moto Vespa, Raul Ricaurte já visitou sete países

07 de Junho de 2018 às 11:00
‘Vespeando al mundo’: uma história  de viagem pela América do Sul
Raul Ricaurte com a Antônia (Foto: Daniele Angnes/JM)

21 mil quilômetros. Sete países. Oito meses longe de casa. Centenas de histórias e outra centena de amigos. Esse é o resultado (parcial) da aventura que Raul Ricaurte, 35, e Antônia (nome carinhoso da moto Vespa) tem acumulado durante o projeto “Vespeando al mundo”.

Essa história começou em 26 de setembro do ano passado, em Quito, no Equador, quando o fotógrafo Raul decidiu partir para o Ushuaia, Argentina, a bordo da moto e com singelos 150 dólares no bolso. “Meu sonho era chegar até lá (Ushuaia)”, conta ele na língua nativa, o Espanhol. Até agora já passou pela Bolívia, Peru, Chile, Argentina, Uruguai e Brasil, além do país natal, Equador. “Estou saindo agora para o Paraguai e ainda decidindo se sigo pela Transamazônica, do Brasil, ou pela selva da Bolívia e Peru para chegar ao Equador e depois Colômbia para completar a América do Sul”.

A ideia original era chegar até o Rio de Janeiro, mas como o viajante conta, o clima frio e chuvoso, as recentes manifestações e preço da gasolina acabaram fazendo com que alterasse a rota. “Mas isso não me preocupa, porque em 2014, no mundial, fiz minha primeira grande viagem só de carona. De Quito até o Rio de Janeiro para ver o Equador jogar. E conheci, além do Rio, Cuiabá, Curitiba, São Paulo e Foz do Iguaçu”, lembra.

Para se manter durante todo o percurso, Raul, que é fotógrafo profissional, vende cartões postais dos locais que já passou. A hospedagem é na casa de alguém que oferece a residência ou então na barraca, que é montada nos postos de combustível. “Neste caso, cheguei a Santa Maria com um moto clube, o Vespa Clube Herdeiros do Passado. Eles me contataram com Protásio Medeiros, que me convidou para vir até aqui. Tenho a página do projeto (Vespeando al mundo) no Facebook, em que me contato com muitas pessoas, posto as fotos da viagem e aí sempre tem alguém que convida: ‘vem aqui, te recebo’. Isso me ajuda muito”, comenta.
Até chegar ao Equador, Raul ainda tem mais milhares de quilômetros pela frente, centenas de fotos e muitas aventuras. “Calculo que ainda tenho uns dois meses, mas queria chegar hoje ao Equador, porque é aniversário da minha mãe”, revela.

E, para quem pensa que termina por aí, ele já projeta uma viagem pelas Américas Central e Norte. “E, se conseguir, embarco em um navio e vou até a Europa”.

Na segunda-feira ele chegou a Santo Ângelo. Na terça conheceu a Catedral Angelopolitana e o Sítio Arqueológico de São Miguel das Missões. Na quarta-feira, Antônia e Raul pegaram a estrada novamente.

“Viajar de Vespa mostra que não é preciso de uma moto grande ou um veículo todo equipado para conhecer a América. Basta tentar, não ter medo”.

Por Daniele Angnes (dani@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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