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Estiagem faz diminuir as doações ao Banco de Alimentos do município

Secretaria de Ação Social diz que pessoas físicas também podem doar

01 de Março de 2012 às 09:00
Estiagem faz diminuir as doações ao Banco de Alimentos do município
Equipe da Secretaria de Assistência Social no Banco de Alimentos

A estiagem que causou prejuízos à agricultura já está trazendo problemas na cidade, como é o caso da diminuição das doações ao Banco de Alimentos governamental, mantido pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania.

Com a baixa produção de alimentos nas comunidades rurais, como frutas e verduras, os supermercados e empresas, principais parceiras do Banco de Alimentos, estão repassando menos doações à Secretaria. Até mesmo os agricultores que entregam produtos hortigrangeiros ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), estão substituindo alguns produtos por outros, na hora da entrega, já que suas produções foram perdidas.

O secretário André Marques disse que, atualmente são arrecadadas de sete a dez toneladas de produtos, mensalmente. As doações são feitas pelas seguintes empresas: Marcante, Pag Menos, Stok Center, Callegaro, Fundimisa, Nacional, Conab, Maxxi Atacado e Receita Federal.

Do PAA são destinadas ao Banco de Alimentos de 15 a 30 toneladas de alimentos, todo o mês. Os alimentos doados por empresas, instituições e PAA são repassados para 20 entidades sem fins lucrativos do município, para os projetos mantidos pela Prefeitura Municipal e Cozinha Comunitária e para 12,8 mil pessoas carentes do município. “Esses alimentos são um complemento à alimentação das pessoas atendidas pelas entidades e pelas famílias carentes do município”, explica a nutricionista responsável pelo Banco de Alimentos, Jeni Colla.

O excedente da produção é destinado às pastorais municipais e alguns centros espíritas. O Banco de Alimentos mantem a Padaria Pão Nosso, onde dois padeiros produzem semanalmente 5 mil pães que também são doados às entidades. “O Banco de Alimentos não recebe apenas doações de mercados e empresas, mas de pessoas físicas da nossa comunidade que desejam prestar a sua solidariedade. Pedimos aos grupos que organizam eventos com arrecadação de alimentos não-perecíveis repassem para a Secretaria de Assistência Social as arrecadações para podermos ajudar da distribuição igualitária as entidades que precisam, já que temos o cadastro de todas elas”, solicita o secretário André Marques.

A nutricionista Marivane Vaz da Cruz Zimpel, que atua nos projetos da Secretaria, falou que os alimentos recebidos dos supermercados são aqueles que perderam o seu valor comercial, porém, não o valor nutritivo. “Os produtos recebidos são selecionados, separados, eventualmente processados, embalados e distribuídos gratuitamente às entidades socioassistenciais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”, frisou.

A nutricionista Vera Sanchez Scherbaum explica que os Bancos de Alimentos fazem parte dos programas de Segurança Alimentar e Nutricional em nível municipal e nacional.

São unidades de abastecimento e combate ao desperdício e têm como função captar produtos que perderam o valor comercial e não o nutritivo para distribuir às entidades socioassistenciais.

Por Odair Kotowski (odair@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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