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Homem que estuprou idosa em Giruá estava foragido desde 2012; ele está preso no Presídio Regional
04 de Janeiro de 2014 às 07:00

Foi instaurado na quinta-feira (2) um inquérito policial para investigar o caso de estupro, em Giruá, de uma idosa de 78 anos por um homem de 29. O caso ocorreu na madrugada do dia 1º, por volta das 4h15min, no Bairro Prestes. O acusado é foragido do Presídio Estadual de Cerro Largo desde 2012 e tem na ficha criminal registros por homicídio, tentativa de homicídio, estupro, lesão corporal e roubo.

Ele está preso no Presídio Regional de Santo Ângelo e o caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Giruá. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rogério Jungs, o acusado mora no mesmo bairro da senhora e, na madrugada do dia 1º, entrou na residência da vítima pela janela da cozinha e se dirigiu até o quarto da idosa – onde ela dorme com o marido, de 104 anos, em camas separadas por um armário. Depois de abusar da senhora, ele dormiu na cama dela e a vítima aproveitou o momento para pedir socorro na casa da filha, no mesmo bairro, a aproximadamente 40 metros do local, segundo o delegado. O marido da idosa disse não ter ouvido nada durante o período em que o acusado permaneceu na residência.

Enquanto a idosa se refugiava na casa da filha, seu genro foi até o local e deteve o homem – com o qual encontrou uma faca – até a chegada da Brigada Militar. “A família da vítima conhece o acusado, sabe quem é, porque ele se criou no mesmo bairro. Mas não existia nenhuma relação de proximidade ou inimizade entre eles”, disse Rogério ao Jornal das Missões. A vítima passou por exames de conjunção carnal e lesão corporal no Posto Médico Legal de Santo Ângelo, que segundo o delegado confirmaram o abuso, e o acusado concordou em fazer a coleta de sangue, para ser analisado seu material genético. No depoimento, na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento de Santo Ângelo, o homem se manteve calado e disse que só iria se manifestar em juízo.

Agora, a polícia aguarda uma perícia nas vestimentas usadas pela vítima no dia e no lençol de sua cama, e novos depoimentos de testemunhas serão colhidos. “Um dos objetivos é saber qual era o estado emocional da vítima depois do fato”, concluiu o delegado.

Por Murian Cesca (murian@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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