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Redução das horas extras: ‘O policiamento não deve ser afetado’, afirma comandante do CRPO/Missões

Comandante diz que planejamento realizado pela BM deve garantir mesmo número de policiais nas ruas

22 de Janeiro de 2015 às 08:00
Redução das horas extras: ‘O policiamento não deve ser afetado’, afirma comandante do CRPO/Missões
Comandante do CRPO/Missões, Paulo Ricardo Freitas de Lima (Foto: Estevan Minini/JM)

Oficializada em entrevista coletiva na manhã da terça-feira (20), em Porto Alegre, pelo subcomandante-geral da Brigada Militar (BM), Paulo Moacyr Stocker dos Santos, a redução de 40% das horas extras na BM não deve afetar o policiamento em Santo Ângelo e na região de abrangência do Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO) Missões. A constatação é do comandante do CRPO/Missões, tenente-coronel Paulo Ricardo Freitas de Lima.

“O policiamento não deve ser afetado com a redefinição do planejamento das horas extras para a Brigada Militar. Nós fazemos um planejamento durante todo o mês anterior, para implementar no próximo mês os nossos efetivos nas suas respectivas áreas de ação. Com essa redução, cada unidade operacional deverá manter, para o policiamento ostensivo ordinário, o mesmo número que era previsto no planejamento de horas extras”, esclarece o tenente-coronel.

O comandante explica que a hora extra não era uma atividade prevista somente para o policiamento ostensivo, e sim, também, para grandes eventos ou para eventos de natureza ordinária dentro da área regional de atuação de cada comando, como as festas municipais, por exemplo. Ele ressalta que o remanejamento de escalas de trabalho é feito por meio de estudos técnicos. “É um estudo muito bem planejado de horários devidos, de emprego devido, para colocar efetivamente o efetivo policial onde demanda uma maior atenção dentro da comunidade”, diz.

TRANSPARÊNCIA E TRANQUILIDADE
Paulo de Lima menciona ainda a transparência com que temas como este são tratados pelo comando da corporação. “Todos os processos que são realizados pelo comando da corporação são os mais transparentes possíveis, são compactuados com a comunidade. É importante que as pessoas tenham a informação, tenham o esclarecimento, que saibam que isso não deve ter reflexo na atividade do policiamento ordinário”, afirma.

O comandante salienta que Santo Ângelo é um dos municípios mais bem aparelhados em termos de material e efetivo. “Eu sempre repito que, dentro do nosso comando regional, o município de Santo Ângelo é o que menos sofre com ausência de efetivo. Quero levar uma palavra de tranquilidade à comunidade. Os comandos estão muito atentos. O comando do 7º RPMon está consciente de que deve, acima de tudo, priorizar a atividade de policiamento ostensivo em todas as questões que dizem respeito principalmente ao nosso planejamento”, finaliza.

CORTE DE 40%
A redução de 40% nas horas extras da BM e do Corpo de Bombeiros, ferramenta que supre a defasagem policial no Estado, foi oficializada na manhã de terça. A economia prevista nas contas do Rio Grande do Sul é de R$ 12 milhões em seis meses, período estabelecido pelo decreto de redução de gastos implementado pelo governador José Ivo Sartori (PMDB). De 243 mil, as horas extras passam para 146 mil ao mês. 

Por Estevan Minini (estevan@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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