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Lauri Juliani: “Quero fazer cumprir a legislação maior, que é a Constituição Federal”

Lauri Juliani, eleito com 1.115 votos, quer lutar pelos deficientes

23 de Dezembro de 2012 às 15:00
Lauri Juliani: “Quero fazer  cumprir a legislação maior,  que é a Constituição Federal”
Diplomação de Lauri Juliani ocorreu na noite de quarta. Foto: Fernando Goettems/JM

 Lauri Juliani (PDT), 47 anos, foi eleito pela segunda vez com 1.115 votos. Líder na comunidade do Bairro Pippi ele conta ansiosamente quais são os projetos que pretende colocar em ação assim que assumir a sua cadeira no Poder Legislativo.

JM – Qual a sua expectativa para assumir a Câmara mais uma vez?
Lauri Juliani –
Minha expectativa é muito grande, estou bastante ansioso porque é diferente da primeira vez, quando eu era inexperiente e “caí de pára-quedas”. De chegada assumi a função de líder de governo. Na primeira vez que fui vereador apresentei projetos na área de acessibilidade. As rampas que tem na cidade foram projetos meus com apoio do Luizinho. O projeto de rampas nos ônibus havia sido elaborado por nós, mas na época as associações de pessoas com deficiência aceitaram uma Kombi.

JM – Como foi que você tomou a decisão de concorrer a vereador?
Lauri –
Primeiramente é preciso ter moralidade na política do Brasil e sinto que eu tenho capacidade de contribuir para isto. Estamos vivendo momentos de mudança na política a partir do posicionamento do Supremo Tribunal Federal, que está colocando na cadeia corruptos da política brasileira. E também tenho muitos projetos que quero lutar, como nas áreas da saúde, da educação, deficientes e outros. Hoje, muitos bares, restaurantes, mercados e lojas não possuem acessibilidade adequada.

JM – Qual foi a sua base eleitoral? Onde se concentrou para buscar votos durante a campanha?
Lauri
– A minha base eleitoral foi o Bairro Pippi e adjacentes. No Lajeado Micuim, numa urna de 96 votos eu fiz 50% dos votos. O Movimento Emaús, da Igreja Católica, me ajudou muito, o CTG Tio Bilia, a Paróquia Santo Antônio, o Movimento de Cursilhos e o próprio Iesa. O convencimento das pessoas é o trabalho que você faz. Ninguém se elege vereador por acaso. Você precisa apresentar ideias novas para a comunidade.

JM – Que ações pretende desenvolver em seu mandato?
Lauri –
Nos primeiros 100 dias é o período de transição. Temos muitos projetos, mas a nossa Câmara de Vereadores precisa ser reorganizada. Ela tem mais vereadores e a nova mesa diretora terá que fazer algumas mudanças, como criar os cargos de assessoria que estão faltando. Hoje só tem 10 cargos de assessor e a partir de janeiro seremos 15 vereadores. Em termos de projetos, quero fazer cumprir a lei maior que é a Constituição Federal, especialmente nas questões relacionadas às pessoas portadoras de deficiência. Pretendo criar um projeto de incentivo aos jovens estudantes de medicina e odontologia, onde o Município deverá ter bolsas de estudo para destinar a esses estudantes, mas em contrapartida eles deverão devolver em trabalho à comunidade. Na agricultura precisamos criar projetos para manter os agricultores na propriedade.

JM – Que postura adotará diante da administração do prefeito Valdir Andres?
Lauri –
Sou oposição ao Governo, mas não posso ser contra os bons projetos, pois não estarei sendo contra o próximo prefeito, mas contra minha comunidade. Nós do PDT vamos trabalhar para uma retomada da Prefeitura de Santo Ângelo daqui a quatro anos e para que isso aconteça, nós que somos a maioria na Câmara deveremos ter bons projetos para a comunidade.

 

CURRÍCULO DE JULIANI

Lauri Juliani possui o ensino superior incompleto. Já foi vereador na legislatura 1997/2000, balconista em casa lotérica, vendedor autônomo. Foi proprietário de um bar. Trabalhou como coordenador regional do Programa Estadual da Pessoa Integrada (Peai) que fazia parte do PPDs, no Governo de Antônio Britto. Atuou na Secretaria de Agricultura no primeiro mandato do prefeito Eduardo Loureiro. Atualmente é coordenador do Posto de Saúde do Bairro Pippi e funcionário do Instituto Cenecista de Ensino Superior (Iesa).

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