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Meu pai era trabalhista e optei pelo PDT porque o programa do partido prioriza a educação, diz Lasier

Ex-apresentador da RBS TV, Lasier Martins, falou sobre seu ingresso na política

14 de Outubro de 2013 às 09:00
Meu pai era trabalhista e optei pelo PDT porque o programa do partido prioriza a educação, diz Lasier
Lasier Martins disse que já cumpriu sua missão na comunicação e busca novos caminhos. Foto: Arquivo/JM

Segue repercutindo na imprensa estadual a decisão do apresentador Lasier Martins, que decidiu trocar a televisão pela política. O comunicador estava há 27 anos na RBS TV e optou por seguir sua carreira na vida pública, ingressando no Partido Democrático Trabalhista, de olho nas eleições de 2014. Em entrevista ao radialista Luis Roque Kern, no Programa Rádio Visão, da Rádio Santo Ângelo, Lasier falou sobre a sua vida, a carreira profissional e a possível pré-candidatura ao Senado pelo PDT.

Porque decidiu deixar os veículos de comunicação social para entrar na política?
Cheguei à conclusão de que a minha missão na comunicação foi cumprida nestas várias décadas atuando na área. Estava me tornando repetitivo. Por várias vezes ouvia das pessoas a seguinte expressão: “Criticar é fácil. Por que não entra na política?”. Então resolvi sair da zona de conforto e agradável num veículo respeitado como a RBS TV, que é uma importante referência na comunicação. Outro fator que me levou a optar por esse caminho foram os movimentos sociais que saíram nas ruas cobrando mudanças. Isso me sensibilizou. Ingressei no PDT e estou à disposição do partido, mas quero deixar claro o seguinte: sou apenas pré-candidato ao Senado.

O que determinou a sua escolha pelo PDT?
Meu falecido pai era um dedicado e enraizado trabalhista. Um homem simples que gostava de discutir política. Eu cresci nesse ambiente e isso também influenciou na minha escolha. Mas o que mais definiu a minha opção, foi sem dúvida o programa do partido, que tem como principal foco a escolarização de crianças e jovens, uma das maiores carências do Brasil.

Lasier, você é um dos homens mais conhecidos do Rio Grande do Sul. Por que optou em concorrer pelo Senado e não ao Governo do Estado?
Repito, sou apenas pré-candidato e não posso falar como candidato. Isso dependerá do partido. O convite que recebi foi para concorrer ao Senado. Acredito que para o Governo do Estado ainda não estou preparado. O Estado encontra-se numa situação precaríssima, com as finanças quebradas e a capacidade de endividamento está esgotada. No entanto, quero contribuir com o partido na preparação do programa de governo a partir do mês de dezembro. Deveremos levar de três a quatro meses para isso. Não será fácil.

Na eleição de 2014 será apenas uma vaga ao Senado. Como o senhor pretende enfrentar esse desafio?
A luta vai ser duríssima, pois terei que enfrentar grandes nomes nesta disputa. Mas como profissional de comunicação me sinto preparado. Assim foi na minha carreira, quando iniciei como rádio escuta, prosseguindo depois como repórter esportivo, quando fiz a cobertura de cinco copas do Mundo até 1990 e como âncora do Jornal do Almoço. Então, o presidente do Grupo RBS, Nelson Sirotsky, me convidou para atuar apenas como âncora na televisão para não ser um jornalista generalista. Não pegava bem. A partir disso, fui repórter na Guerra do Golfo por um mês, quando estive numa região entre Israel e a Cisjordânia. Após essa experiência assumi o jornalismo político e participei de várias feiras no exterior e viajei para mais de 36 países.

Lasier Martins, poderia nos falar onde você nasceu e sobre a sua família?
Eu nasci em Vale Verde, hoje município, mas que na época era o 3º Distrito de General Câmara, junto a Santa Cruz do Sul e Rio Pardo. Meu pai morava no interior, mais muito cedo foi para a cidade para dar estudos aos filhos. Nossa família era constituída de sete pessoas e o meu pai tomou essa decisão porque não queria que os filhos fossem obstruídos dos estudos como ele foi. Eu estudei em escola pública e depois cursei o ginasial no Colégio Marista, em Montenegro, onde vivi minha infância e juventude até os 17 anos. Segui, posteriormente a Porto Alegre, onde cursei Direito na UFRGS. Formado, advoguei por 23 anos em um escritório na Rua da Praia e segui paralelamente a atividade jornalística.

Por Cristiano Devicari (cristiano@jornaldasmissoes.com.br)

Fonte: Jornal das Missões

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