Dois toques

0
132

MAIS DO MESMO – O Grêmio reiniciou sua trajetória no Brasileirão empatando em casa com o Goiás, repetindo os mesmos problemas que apresentara antes da parada para a Copa. O centroavante Barcos aprimora, a cada dia, sua condição de jogador que não serve para o tricolor. Quando Renato Portaluppi era o treinador do Grêmio, dizia-se que o esquema prejudicava o trabalho do centroavante, obrigando-o a sair muito da área para buscar a jogada, fazendo muitas vezes o papel de armador. Com Enderson Moreira, Barcos foi fixado mais próximo da área, naquele espaço consagrado ao centroavante, no esquema tradicional. Não funciona também. Tecnicamente, Barcos nunca foi um primor de jogador. Mas, também, não podemos dizer que é jogador ruim. A crise técnica do jogador é muito preocupante para as pretensões do Grêmio. A paciência da torcida gremista com ele foi para o espaço há muito tempo.

IMPROVISAÇÃO – Não bastasse os problemas no ataque tricolor, Enderson Moreira conseguiu se superar na sua incompetência, improvisando o zagueiro Saimon na lateral esquerda. Nem mesmo o Professor Pardal experimentaria tamanha invenção. Saimon é um zagueiro bastante limitado tecnicamente e que não conseguiu se firmar até agora. Soma-se a tudo isso a fase ruim do Ramiro que não consegue acertar um passe de meio metro.

APAGÃO – O Internacional conseguiu assimilar perfeitamente a aula de como não deve proceder uma equipe. Contra o Corinthians, quinta-feira, o Colorado em dois minutos conseguiu tomar dois gols, determinantes para o resultado da partida que acabou em vitória do time paulista por 2 a 1. A Seleção Brasileira está fazendo escola.

SEM APROVEITAMENTO – A parada para a Copa do Mundo deveria servir para os clubes trabalharem aspectos diagnosticados falhos dentro da equipe. Mas o que se vê é que este tempo não foi bem aproveitado. Pelo menos é o que constatamos com a dupla GRE-NAL.

(IN) CAPACIDADE – Com o vexame da Seleção Brasileira, questionamos o trabalho dos técnicos brasileiros. Sempre tivemos treinadores competentes e muito bem conceituados. Porém, com algumas exceções, nossos treinadores não conseguiram ter o mesmo sucesso no exterior. A chinelada que a nossa seleção levou da Alemanha faz-nos pensar que mesmo os nossos treinadores, tidos como top de linha, como é o caso do Felipão, não se reciclaram e hoje estão desatualizados. Esta é a impressão que temos. Talvez, seja paranoia. Estamos complexados. Desconfio de tudo e de todos.

AFAGO – Nosso coração de torcedor está em frangalhos. A decepção da Seleção Brasileira na Copa e a retomada desanimadora de Grêmio e Internacional no Brasileirão fragiliza nossa paixão. As vezes dá vontade de seguir à risca certa publicidade e “desapegar”. Mas, se o Grêmio, hoje, contra o Figueirense, vencer e convencer, com certeza o remédio começará a fazer efeito e com outras doses, estaremos recuperados. Vale também para os torcedores do Inter. A poção mágica do futebol tem poderes extraordinários.