A segurança pública em Santo Ângelo

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No primeiro semestre de 2020, conforme dados do 7º RPMon, o número de crimes em Santo Ângelo voltou ao patamar de 2004. Em relação a 2019 (5.425), os dados deste ano (4.013) são significativos, havendo a redução de 26,1% no mesmo intervalo temporal.

É possível que o distanciamento social tenha influenciado na queda desses números? Claro que se deve levar em conta o período pandêmico, porém, não se pode esquecer que os efeitos no campo da segurança pública ocorrem a médio e longo prazo, em regra, derivam das políticas e ações escolhidas em anos ou meses anteriores.

O enfrentamento à criminalidade é algo muito complexo. O crime é um fenômeno normal que se encontra presente em todas as sociedades, como esclareceu o sociólogo Durkheim ao fazer a distinção entre o normal e o patológico, justamente observando o delito.

O grande desafio, no entanto, é manter o crime em números aceitáveis e prover a sociedade do sentimento de segurança, demanda que não representa uma tarefa muito fácil, principalmente em cidades de médio e grande porte.

Fazer a prevenção do fato criminoso, que começa com a viatura colocada de forma ostensiva, definir rotas de patrulhamento, utilizar a inteligência policial, analisar geograficamente o delito, alocar recursos humanos e materiais de forma a impedir o acontecimento do crime é algo desafiador.

Realizar a repressão, que começa depois da prática criminosa, buscar a autoria delitiva, produzir elementos investigativos, providenciar perícias ainda na cena do crime, desestabilizar organizações criminosas, tudo isso exige da polícia a adoção de distintas estratégias à obtenção de resultados positivos.

Não se pode esquecer da execução penal, sempre digo que quando passamos diante de um presídio, pensamos que basta encarcerar o criminoso, muito longe disso, a diminuição da criminalidade também passa pela devolução de um cidadão melhor ao término da pena.

O sistema de segurança pública não é um mecanismo hermético. A redução dos índices criminais também depende de outros fatores como a educação dos nossos jovens e as políticas sociais de um modo geral, portanto, existe uma conjunção de forças oriundas de diversas áreas do setor público e da própria comunidade.

Mas o fato é que o resultado apresentado pelo Regimento Sepé Tiaraju merece o devido reconhecimento, num momento em que todas as forças foram direcionadas ao sistema de saúde, os agentes de segurança pública (policiais civis, militares e penais e peritos), além de outros tantos atores, superaram as dificuldades postas pela pandemia e entregaram números animadores aos missioneiros.

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