uma natalina esperança

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Rumamos para 200 mil mortes causadas pela covid-19 no Brasil. Milhões de brasileiros foram internados em hospitais para tratamento médico. Não sabemos exatamente a quantidade de pessoas que ficarão com sequelas da doença. Pouco sabemos sobre como o corpo humano reagirá a longo prazo.

Chegamos ao ponto em que dificilmente não conhecemos alguém que foi infectado ou perdeu a vida na dura luta contra o vírus. A nostalgia pela precoce partida afetou milhares de famílias. O saldo da pandemia é de uma verdadeira grande guerra.

O efeito na sociabilidade das nossas crianças é uma incógnita. Como tudo isso afetará os pequenos que nasceram nos últimos anos? Qual a consequência do isolamento social na vida das crianças em idade de alfabetização?

E temos ainda os problemas sociais que deverão avançar sobre o ano de 2021. Basta um ligeiro olhar pelas prateleiras dos mercados para percebermos que os preços estão muito além da inflação oficial.

Enquanto alguns países entraram na etapa da vacinação, o Brasil segue para a denominada segunda onda de disseminação do vírus. A rede hospitalar pública ou privada encontra-se próxima da lotação máxima, conforme dados do sistema de saúde.

A verdade é que o brasileiro sempre conviveu com a disseminação das incertezas. Durante o período pandêmico, a posição do governo federal foi pela negação e minimização da grave doença.

O povo brasileiro conviveu com as frases do tipo “país de maricas”, “vamos todos morrer um dia”, “e daí? Quer que eu faça o quê?” e a famosa “gripezinha”, todas de autoria presidencial em relação à pandemia.

O Natal e o Réveillon estão muito próximos no calendário. São momentos especiais de confraternização e o período natalino destaca-se pela melhora da economia e oportunidade de empregos. Não fosse a pandemia, teríamos estradas cheias, praias lotadas, comércio movimentado e churrascos nos quatro cantos do Rio Grande.

A ansiedade é muito grande para a retomada de uma vida normal. Imagino a falta que as pessoas sentem de um grande abraço em família. É quase certo que não seremos imunizados pela vacina neste ano, porém, se o bom velhinho nos presentear com a redução da contaminação, ficaremos muito felizes e esperançosos.

 

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