Defeitos de um texto

0
38

Trazem-se aqui nove defeitos de um texto, de qualquer texto, também de um texto de concurso, de vestibular. Cada defeito, devido ao espaço de trinta linhas neste site, será hoje levemente apresentado com o nome, mais tarde, em outras ocasiões, merecerá mais atenção e terá mais detalhes e exemplos.

Os defeitos mais comuns de um texto são os de sentido, ou seja, a polissemia, os de forma, ou seja, a morfologia, e os de construção, ou seja, a sintaxe. Os outros oito defeitos são os de frases feitas ou modismos idiomáticos, os de clichês e chavões, os de obscuridade, os de cacofonia, os de eco, os de pleonasmo, os de prolixidade e os de embromatologia. Os de pleonasmo são chamados, sinonimamente, de redundância e tautologia.

Detalham-se pelo menos alguns lances acerca dos defeitos do texto no mundo do sentido das palavras. Há palavras e expressões de sentidos genéricos, indeterminados, as hiperônimas, como, por exemplo, veículo de transporte, e de sentidos específicos, determinados, as hipônimas, como, por exemplo, ônibus. Há palavras e expressões polissêmicas, ou seja, as que têm dois ou mais sentidos, um plural de sentidos, como, por exemplo, comunicação e madre, e monossêmicas, ou seja, as que possuem um só sentido, como, por exemplo, H2O e m. H2O é sempre água e m é sempre metro ou metros em qualquer parte do mundo. A água pode ser limpa, cristalina ou suja, poluída, envenenada, mas é sempre H2O. E um metro, dez metros, menos ou mais, é sempre m. Minúsculo o m, hoje e sempre.

Cabe aqui dizer algo sobre a Lei nº 9.503, a do Código de Trânsito Brasileiro, que proscreve ou varre a ambivalência ou a ambiguidade, a hiperonímia e a polissemia nos sinais de trânsito. Cada significante de trânsito nas ruas e nas estradas [sinal, palavra ou expressão] é monossêmico, hipônimo, ou seja, tem sentido único, preciso, exato. Tais cuidados com o uso de sinais e de palavras ou de expressões da língua evitam mal-entendidos de semântica, ou seja, de sentidos, de significados, de interpretação, também acidentes.

Assim, eis uma palavra polissêmica neste período: O advogado usou a cabeça para defender o cliente. O advogado usou a cabeça como parte física ou arma para dar uma cabeçada na cabeça do agressor do cliente ou a usou como estratégia? Um jeito de tirar o problema de sentido [de polissemia, ambiguidade] é dizer que o advogado usou a cabeça para defender o cliente que estava sendo espancado e outro é dizer que o advogado usou a cabeça com uma estratégia tal que surpreendeu a todos no tribunal. E tem mais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here