Discurso na escrita da dissertação

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Discurso, em português e em literatura, é tudo que se diz. Tudo dizer não está apenas na linguagem verbal, que usa a palavra, no falar e no escrever a palavra, mas também na linguagem não verbal, que não usa a palavra, mas gestos, mímicas, símbolos, ícones, estátuas, monumentos, cores… A linguagem não verbal, mesmo que não diz tudo, também tudo diz. A propósito, quantos tipos de discurso há? Três: direto, indireto e indireto livre. Qual deles faz parte e deve fazer parte da dissertação? O discurso indireto. Ver-se-ão, logo a seguir, alguns dados de cada um deles.

Discurso direto, dito de forma lacônica e direta, é personagem que fala pelo autor. O discurso direto tem antes da palavra ou das palavras dois pontos, nova linha e travessão. Discurso indireto é autor que fala pela personagem. Não tem os dados, as características do discurso direto. E discurso indireto livre é a mistura dos dois anteriores, ou seja, a mistura do discurso direto e do discurso indireto. Caracteriza-se por não oferecer ao leitor a chance de saber se é a personagem ou se é o autor que fala. Um campeão de escritores brasileiros em usar o discurso indireto livre é Graciliano Ramos.

E, com o fim de comprovar o discurso direto e o indireto, transcrevem-se do grande romance O Homem mais Inteligente da História, de Augusto Cury, estes três parágrafos da página quatorze:

Em seguida o pesquisador mostrou que na atualidade levamos o veículo mental, a construção dos pensamentos, a uma velocidade nunca antes vista. Por isso é fácil perder o controle!

Mas… mas… nunca ouvi falar nisso – comentou um líder alemão.

Mas agora é tempo de ouvir! Hoje uma criança de 7 anos possui mais dados que imperadores romanos. Uma de 9 anos possui mais informações que Sócrates ou Platão.Isso não é suportável.O excesso de informações não utilizadas torna-se lixo intelectual. Esgota o cérebro. Em média, quem tinha mais informações: Einstein ou os bons engenheiros e físicos da atualidade?

O primeiro parágrafo está escrito inteiramente em discurso indireto. O segundo parágrafo tem discurso direto do travessão ao travessão, ou, querendo-se palavras, da palavra Mas até a palavra nisso, e discurso indireto noutra parte do período, ou seja, do verbo comentou até o substantivo alemão. E o terceiro parágrafo está todo escrito no discurso direto.

Assim, devido ao espaço no fim, exemplo de discurso indireto livre fica para outra vez. Não iniciando frases, números podem ser usados dentro do texto, como usados no terceiro parágrafo do Cury? Podem.

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