Formação do futuro do subjuntivo verbal

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Como anunciado na conversa anterior aqui, segue-se hoje no assunto da formação do futuro do subjuntivo do verbo, de qualquer dos dezoito mil ou mais verbos existentes na língua portuguesa. E, como a repetição é a mãe dos que estudam e querem saber, repete-se, portanto, neste espaço, a lição, e há mais duas pela frente.

Falou-se e fala-se de novo que o futuro do subjuntivo do verbo requer pronome pessoal reto antes da forma verbal conjugada e antes desse pronome a palavra se ou quando. Reforça-se, porém, que a presença de se ou de quando na conjugação do futuro do subjuntivo do verbo, de qualquer verbo, faz-se necessária, obrigatória, e que a presença do pronome pessoal reto, depois de o falante ter domínio dessa e nessa conjugação, pode ser dispensada. Quatro exemplos comprovam o que se disse. Dois exemplos com a presença do pronome pessoal reto eu e nós no futuro do subjuntivo: Se eu vir a Amazônia em chamas, que não me escabele mais. Se nós virmos a Amazônia em chamas, que não nos escabelemos mais. E dois exemplos sem a presença do pronome pessoal reto tu e vós no futuro do subjuntivo: Quando vires focos de incêndios no Pantanal, não te apavores. Quando virdes focos de incêndios no Pantanal, não vos apavoreis.

De que tempo verbal do modo indicativo é formado o futuro verbal do modo subjuntivo? Do pretérito perfeito. De que pessoa verbal? Da segunda do singular – tu. A segunda pessoa do singular no pretérito perfeito termina sempre em ste? Sempre – tu estudaste, tu vendeste, tu partiste. Nunca em stes? Nunca. A segunda pessoa do plural do pretérito perfeito é que termina sempre em stes – vós estudastes, vós vendestes, vós partistes. Que mais o falante português deve saber para formar o futuro do subjuntivo verbal, de qualquer verbo? Além do já exposto, deve saber que o futuro do subjuntivo nasce da segunda pessoa do singular do pretérito perfeito, menos o ste, com acréscimo de r à vogal logo antes do s do ste, cuja forma é, então, a forma completa e definitiva do futuro do subjuntivo.

Assim, para comprovar a teoria da formação do futuro do subjuntivo, cabe aqui a prática da conjugação do pretérito perfeito de um verbo, pode ser, por exemplo, do verbo estudar: estudei, estudaste, estudou, estudamos, estudastes, estudaram. Caindo o ste de estudaste, sobra estuda, encostando-se o r na última vogal de estuda o estuda fica estudar, forma do futuro do subjuntivo, do eu ao eles – se eu estudar, se tu estudares, se ele estudar, se nós estudarmos, se vós estudardes, se eles estudarem.

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