Qualidades de um bom texto

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Aventam-se aqui as principais qualidades de um bom texto escrito em quaisquer dias da vida. Esse bom texto escrito, portanto, faz parte não só da ocasião de concurso profissional ou de vestibular, mas também de todas as demais ocasiões, de todos os demais espaços onde deva ser escrito e lido. E diz-se de saída que numa outra oportunidade, e mais, voltar-se-á para este assunto a fim de detalhá-lo(s) mais e melhor em cada ponto. As três principais qualidades de um bom texto escrito: clareza, concisão e correção vocabular.

Clareza é a rainha das qualidades de um bom texto escrito. É sinônimo de coerência e coesão. Coerência abrange o todo do mundo dos conteúdos contidos nos períodos, nos parágrafos e no texto. Conteúdos subentendem ideias em textos dissertativos, fatos em textos narrativos e imagens em textos descritivos. Coesão entende o todo gramatical: pontuação, concordância, regência, colocação pronominal… Inimigos mais comuns da clareza são estes cinco: desobediência às normas da língua culta, períodos longos demais, imprecisão vocabular, tendência à prolixidade e ambiguidade. Maior e pior desses cinco inimigos da clareza é a ambiguidade.

Concisão é brevidade. Entende o uso necessário de palavras, não mais nem menos, num período, num parágrafo e num texto. Ela desautoriza, pois, a utilização de subterfúgios linguísticos, isto é, a dificuldade de o escrevente entrar imediatamente no assunto. A inimiga número um da concisão, como se pode intuir, é, numa palavra, a embromatologia. Embromatologia ou embromatória é o embromar demais para entrar no assunto do texto ou da fala. Um sinônimo perfeito de concisão? Objetividade.

Correção vocabular quer dizer que as palavras utilizadas no texto devem estar de acordo com a norma culta da língua vigente no país. Abrange o todo da língua: ortografia, pontuação, colocação pronominal, concordância, regência, semântica [sinonímia, homonímia, paronímia, hiponímia, hiperonímia, monossemia e polissemia], etc.

Assim, eis um texto sem a correção gramatical [35 palavras e uma cacofonia]: “Meu cliente só beijou a boca dela. Não fez essa parada cavernosa que a gente discutindo, mas como tem amor que não pode esperar, ela deu mole e ele se deu bem! Só isso.” E agora com a correção gramatical [28 palavras]: “Meu cliente apenas beijou-a nos lábios. Não cometeu esse ato libidinoso como quer fazer a litigante. Ao acreditar em seu consentimento, cometeu uma imprudência, jamais um crime.”

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