ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU

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No início de julho de 1981, quando o Teatro Universitário de Santo Ângelo – Tusa, ensaiava as peças: O elefante no caos, de Millôr Fernandes, e Se sobrar tempo a gente fala de amor, de Carlos Buckmann, surgiu a proposta da Secretaria de Cultura, Desporto e Turismo do Estado, para a montagem do espetáculo teatral “Assim na terra como no céu”, de Fritz Hochwalder.

O objetivo era a implantação do pólo cultural de Santo Ângelo, um projeto que contou com amplo apoio da poder público local, através da Secretaria Municipal de Turismo e Esportes que tinha, à sua frente, o professor Mário Simon.

Com essa montagem, a cidade ganhou um espaço cultural: o Teatro Municipal Antônio Sepp, localizado na esquina da rua Marquês do Herval com a 25 de Julho (demolido em 1984). O local passou por amplas reformas, seu prédio foi restaurado, o palco ampliado e recebeu equipamento de luz e som.

A montagem de Assim na terra como no céu levou 28 dias, resultado de um trabalho intenso durante as noites e finais de semana. Muitas pessoas faziam parte do espetáculo, como Leverdógil de Freitas, Augusto Bier, Elbereto Kuplich, Carlos Buckmann, Renato Krieger, Odir Ruckhaber, Antônio Kalb, Paulo Menezes e Jerson Fontana, entre outros. Desses, os dois últimos vieram a fundar o grupo de teatro A Turma do Dionísio, em 1º de janeiro de 1986.

A estreia ocorreu no dia 11 de agosto de 1981, ficando em cartaz até o final daquele ano. O texto, que havia sido traduzido por Dom Evaristo Arns, é um dos poucos que trata sobre a temática missioneira, enfocando o julgamento dos padres da Companhia de Jesus e o cumprimento do que determinava o Tratado de Madri, de 1750.